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Por que evitar açúcares na alimentação infantil?!

Existem diversos motivos para esta recomendação! 

Tudo começa com o que chamamos de formação do paladar!
Hoje, temos várias pesquisas demonstrando a importância da formação do paladar infantil, como forma de construir bons hábitos alimentares. E sabemos também que o paladar infantil pode ser influenciado desde o período intrauterino (por isso também a importância em manter uma alimentação variada e saudável já na gestação)!  Enfim, a ideia geral é oferecer alimentos variados, dar ênfase ao consumo de frutas, verduras, legumes desde o momento da introdução alimentar, para que a criança aprenda a diferenciar os sabores, e aprenda a apreciar os alimentos. Fazendo isto, estamos proporcionando um aprendizado, formando o paladar. Este aprendizado será levado pela criança para o resto da vida, e certamente influencia para a adoção de bons hábitos em fases futuras!

Bom, mas voltando à pergunta principal… por que evitar açúcares e gorduras?
Na realidade não podemos generalizar totalmente esta recomendação! Primeiro, precisamos entender quais açúcares e gorduras realmente devemos evitar!!
Pois bem, "açúcares" na realidade compreende um grupo muito importante de nutrientes, os carboidratos, e estes devem fazer parte da alimentação sim! Mas, neste post, quando falo de açúcar, estou me referindo ao açúcar de adição (aquele que acrescentamos às preparações), ou aquele presente em alimentos como chocolates, bolos com muito recheio ou coberturas, bolachas recheadas...
E, para as gorduras, também vale esclarecer! Sim, algumas "gorduras" são importantes, e podem ser consumidas, como o azeite de oliva por exemplo! Mas hoje, estamos pensando nos alimentos ricos em gorduras não tão saudáveis, como aquelas presentes nas bolachinhas recheadas, nos salgadinhos, balas,  bolinhos tipo "maria"… enfim, nas guloseimas em geral!

O consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares e gorduras contribui para o excesso de peso, alteração da pressão arterial e alteração no perfil lipídico (quanto temos alterações nos exames laboratoriais). Ah! mas estes são problemas de adultos!!! Errado! Estes problemas estão sendo detectados cada vez mais em crianças, desde a primeira infância! E por isso devemos ser mais severos quanto à oferta destes alimentos.  

Muitas vezes recebo pais e mães com crianças que estão aparentemente saudáveis, tudo indo bem, mas quando iniciamos um acompanhamento mais específico, e verificamos os exames, várias alterações são detectadas! a boa notícia é que mudanças nos hábitos alimentares normalmente são suficiente para que os exames voltem ao "normal" e a criança venha a ficar de fato saudável! por isso é sempre importante lembrar: não é só uma questão de ganho de peso, ser  mais "gordinho"ou mais "magrinho" não é sinônimo de estar bem nutrido! 

E qual o segredo então?! fazer melhores escolhas! a utilização de alimentos prontos, industrializados está presente no cotidiano, não temos como fugir! então o melhor é deixar estes alimentos para os momentos de correria mesmo, de maior necessidade! E a rotina deve ser a oferta de alimentos mais adequados e mais saudáveis. 

E o mais importante: a criança não conhece o sabor dos alimentos, quem faz a introdução alimentar somos nós, adultos. Portanto, cabe à nós orientar e realizar oferta de maneira adequada. isto é a formação dos hábitos saudáveis, que permanecerão com a criança para toda a vida! E sim, a criança provavelmente terá contato com as "guloseimas" e de maneira nenhuma a intenção é simplesmente proibir o consumo, mas sim ensinar a criança a manter a alimentação saudável no cotidiano, para poder consumir os "excessos" em momentos específicos como comemorações, finais de semana... (exceto para aquelas menores de 2 anos, que realmente não devem consumir doces, salgadinhos, etc…)

Por fim, vale sempre lembrar que a introdução alimentar, conforme as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria deve ser realizada a partir dos 6 meses de vida, tanto para as crianças em aleitamento materno, quanto para aquelas crianças em uso de fórmulas lácteas. E, a introdução alimentar precoce (antes dos 6 meses) tem relação com o desenvolvimento de  dificuldades alimentares durante a infância, como a recusa alimentar! 

Como dica, fica a orientação para que procurem uma nutri infantil desde o momento da introdução alimentar! Às vezes, uma orientação mais precisa, além de servir como base para formação adequada do paladar e aceitação alimentar,  pode prevenir problemas futuros! E se o problema já está instalado, também vale procurar ajuda, o profissional pode orientar adequadamente as mudanças a serem feitas!


Quem quiser agendar consultas com a doutora Ana Carolina, se disser que é indicado do GM, ganha um desconto BEM BACANA! Vale pelo menos procurá-la, mandar um e-mail, mensagem no Facebook, quem sabe!

Segue aqui os contatos dela:


2 comentários:

  1. O que mais me preocupa na alimentação das minhas filhas, atualmente, é a ingestão de sal. Elas preferem ao açúcar, mas sei que em excesso faz bastante mal. Isto faz com que me sinta um tanto culpada por não proibir, acabo cedendo... Sei que depende muito de mim a mudança deste hábito. Mas como é dificil!!!

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  2. Excelente post!
    Ana SP

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Fico muito feliz com seu comentário! :)