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Alguns dilemas. Meus. Seus também?!

Começo confessando que não leio muitos blogs. Pouquíssimos me atraem, acho que se misturar todos os assuntos que eu gosto (maternidade, make, casa e decoração, humor, música, notícias) não somo 10 blogs. Sim, sou chata.

Acompanho muita coisa através do YouTube ou do Facebook, seguindo as páginas que gosto, então vejo muito o desenvolvimento de filhos de amigas minhas por lá e não adianta, é inevitável uma comparação deles pros meus.

Nunca me senti mal por comparar, talvez por nunca considerar o Pedro e o Lucca mais atrasados que os outros, e confesso que nem adiantados demais. Porque DETESTO crianças precoces demais e (até o final do post eu lembro a palavra que eu quero usar aqui..).

Quem curte a página do blog, tem acesso rápido a notinhas do nosso dia-a-dia, com sapequices, fofurices e bizarrices que acontecem por aqui... Analisando tudo que acontece ao meu redor, não somente na internet, mas nos parques, nas ruas, em encontros de mães, vejo tanta coisa, tanta forma diferente de criação, etc...

Nem vou entrar no mérito de alimentação porque esse assunto mereceria uma postagem exclusiva.

O fato é que eu, quando criança, sempre fui aquela que todos faziam chacota (ok, bullying pra ficar mais atual) e não revidava. Aquela que era queridinha, bobinha, ingênua, mas que era a primeira a ser alvo das temidas "lei do silêncio" e coisas do tipo. Lembro de sofrer muito com isso, e sempre pensar "meus filhos não vão passar por isso". Na época nem filho eu tinha, mas já pensava nisso.

Hoje em dia, com dois filhos, vejo a diferença de educação que dou pra eles. Vejo crianças tirando brinquedos das mãos deles e eles aceitando numa boa, pra não brigar. Faço sempre eles pedirem desculpas se machucam alguém sem querer, peço pra eles cumprimentarem todos que vêm falar conosco dando OI e BEIJO.
Eles são super queridos por bastante gente, todos elogiam a educação deles. Mas confesso que as vezes fico com um pé atrás com isso.

Eu os educo pra não serem crianças chatas, teimosas, birrentas. Muito reclamei de outras crianças nesses aspectos e não quero levar essa "cusparada na testa".

Mas como criá-los dessa forma sem que eles sejam alvos de crianças aproveitadoras? Gente que se aproveita da educação e boa vontade do próximo?!
Esses dias estávamos num play, e vinham várias crianças ACOMPANHADAS dos pais brincar, muitas tiravam os brinquedos deles, os pais viam e nada faziam. Eu tinha que avisar a criança que um dos guris estava brincando com aquele brinquedo, e não adiantava nada, mesmo com os pais vendo.

Antes eu estava sempre chamando a atenção deles, seja em restaurante ou onde quer que fôssemos. "Não rasga o guardanapo", "não fica pulando", "fala mais baixo". Até que eu percebi que eu estava sempre limitando meus filhos enquanto que as outras crianças estavam sendo CRIANÇAS e os pais nem bola.
Não sou Maria-vai-com-as-outras, mas achei que era injusto com os meus filhos aquilo. Comecei a ser mais tolerante, mas tenho meus medos com a relação deles com as crianças futuramente, para que eles não "apanhem" da vida. É difícil ficar no meio-termo né?!

Outra coisa também é em relação a compras de brinquedos e etc. Eu não compro muito brinquedo pros guris, não vivo dando coisas pra eles e quando dou, são coisas super simples, porque não gosto de consumismo desenfreado. É desnecessário, não cabe no meu bolso e acho até feio. Gente que atola as crianças de brinquedos caros, produtos de marca. 

Depois não venham reclamar "do leitinho" das crianças, viu?!

Só eu que passo por esses dilemas??
Não escrevi nem metade do que eu penso, mas fiquei com receio de ser muito pretensiosa e rude.


PS.: Lembrei a palavra lá do início do post: PRODÍGIO.

10 comentários:

  1. Educação é bom e eu gosto! Clichê mas é assim.
    Se tem uma coisa que me deixa extremamente irritada é ver criança mau educada, na frente dos pais e estes não fazerem a sua parte. Criança que toma brinquedo de outra, os pais veem e não dizem nada??? Ah por favooorrr!!!
    Fomos num aniversário e um menino mais velho tomava o brinquedo das mãos da Sofia, numa violência que quase derrubou ela no chão, a mãe via tudo e nada falava. Bah, fiquei revoltada e fui embora do aniversário. Minha educação (talvez a falta dela) não permitiu que eu dissesse algo para a mãe. Mas não sei, eu faço mais ou menos que nem tu, não queria amolecer e deixar uma brecha para perder a educação... será que tem um meio termo. É tão difícil encontrar... mas vamos lá, acredito que boa vontade não nos falta.

    Sobre brinquedos, por enquanto nada chama a atenção da Sofia por muito tempo, então os poucos que ela tem já bastam, afinal ela não brinca com eles por muito tempo mesmo. Tem uns 3 que ela ganhou de aniversário que seguem guardados. Não acho legal ter muitos, e pretendo não incentivar esse consumismo desenfreado!! Eu não tive tantos brinquedos e tô aqui, sem traumas, hahaha.

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    1. Exatamente Shai! Eu penso isso também.
      Crianças mau educadas são piores que adultos mau educados, pelo menos na minha humilde opinião.

      Em aniversários vejo muitos absurdos de educação das crianças. Me irrita profundamente isso tudo! Tem gente que não pode ver um produto novo que já quer sair comprando tudo! Acho ridículo isso, estão criando monstros!!!

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  2. Eu sigo na mesma opinião, sempre achei feio crianças mau educadas, e sempre disse que meu filho não seria assim. Também acho que dou muito limite pro Matheus, ele tem 1ano e 8 meses e com ele também acontecia isso de crianças simplesmente ARRANCAREM os brinquedos das mãos dele e ele nada fazia, apenas procurava outro pra brincar. Faltando alguns dias pra ele completar um ano ele foi pra creche e acontecia direto. Mas acabou que o Matheus aprendeu a fazer também e claro, eu não estou lá pra corrigir, mas sempre que acontece, quando saimos ou quando temos visita, sempre repreendo e peço pra ele devolver o brinquedo pro amigo (a), e peço também pra criança que tirou dele devolver pra ele. Sobre brinquedos, o Matheus também não tem muitos, e todos que tem são simples, ele gosta mais de garrafas, colheres, potes, embalagens e os brinquedos acabam esquecidos por ele. Os brinquedos do Matheus cabem no porta-treco do carrinho dele, acreditem. Presente mesmo, só em datas comemorativas e nem sempre é brinquedo, claro que as vezes a mamãe aqui traz um 'mimo' mas ai é um pirulito diferente, um chocolatinho, algo simbolico e de comer, mas não acontece com frequencia também.

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  3. Compartilho da mesma opinião. Não quero que meu filho (e filha) seja o "babaca" da turma. Tenho sorte (eu acho) que ele tem personalidade e não costuma levar desaforo pra casa. Quando era menor, não sabia muito o que era certo e pagava na mesma moeda, até que fui tentando ensinar como agir. Bater é errado, mas apanhar de graça não dá! Eu digo: Conversa, pede pra parar, não brinca com ele até que ele entenda que isso é errado...e não deixa te baterem!
    Sempre que quer um brinquedo do outro, ele pede!
    Claro que criança erra, é impulsiva...enfim, é criança, né? E pra isso nós estamos aqui. TEM SIM que intervir quando necessário (cuidando pra não se intrometer em tudo, principalmente na fase que o Felipe está, que já conversa e argumenta com os da mesma idade).
    Quanto a podar eles sempre em local público, nós estamos nos controlando pq aqui tb queremos q ele se comporte, mas não dá pra querer um mini adulto, né? Tem que deixar a criança ser criança, sem que isso atrapalhe o outro ou haja desrespeito!
    Sim, é tudo muito difícil, mas acho que estamos no caminho certo!

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  4. Bruna! Tudo isso que tu escreveste foi o que eu e meu marido conversávamos hoje pela manhã. Acho que temos a nossa base familiar para nos guiar no que devemos ou não devemos fazer com os nossos filhos. Ocorre que as pessoas ficam colocando estigmas nos filhos e nas redes sociais, ao mesmo tempo em que quer dar notícias para família distante, fica expondo os filhos (essa é a minha opinião). E muitas vezes não é aquela linda realidade que as páginas virtuais estão mostrando.
    É nessa fase que devemos guiar os nossos pequenos a convivência em sociedade e isso começa nas pequenas coisas como a pracinha, os brinquedos e até mesmo no restaurante. Claro que tem uns pais que largam e deixam se virar... E como para tudo tem uma consequência, talvez quando repararem, será tarde demais para corrigir.
    Quanto aos brinquedos...eu desisti de comprar qualquer coisa para minha filha pois o brinquedo que eu achava mais legal, super divertido (e caríssimo algumas vezes) ficava jogado em um canto pois um coador de plástico ou uma caixa de sapatos estava sendo a "sensação" do momento. E eu acho que o melhor de tudo é a nossa companhia nas brincadeiras, nas historinhas e até mesmo no DVD. Não podemos esquecer que eles crescem, as fases passam e tudo fica na lembrança. Então, tem que curtir.
    Parabéns pelo post!
    Bjo Stella

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  5. Oi Bruna,

    Acho que segues o caminho certo. Criança sem limite é adulto sem preparo, que fica deprê ao receber não ou vive trocando de emprego por não saber com regras. Acho que o desafio é ensinar saber quando se defender.
    Em relação aos brinquedos, a minha é muito pequena (não tem 2 meses), mas pretendo fazer o esquema que eu tive na minha infância: só nas datas especiais, até para criar a expectativa e dar importância ao que ganha.
    Bjos,
    Andrea

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  6. Jaqueline Barbeito25 de junho de 2013 13:03

    Oi Bruna,
    Ah...a educação um dilema de muitos pais. Também tenho gêmeos e até mesmo em casa fica difícil... eles tem brinquedos iguais ou parecidos e muitas vezes querem o mesmo e acabam brigando, eu deixo eles se entenderem até eu ver que vão se machucar, aí interfiro, pois acredito que eles devem resolver seus problemas sozinhos. Também faço pedir desculpas, abraçar e beijar o irmão-amigo.
    Sempre procuro passar para eles tratarem bem as pessoas e vou tentar ensinar que existem muitos espertinhos nesta vida...e muitos tentarão se aproveitar da boa vontade deles.

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  7. Oi, Bruna.

    Acompanho seu blog a bastante tempo, muito bom, por sinal!
    Sempre quis comentar, pena que nunca tive tempo.
    Concordo plenamente com o que escreveu, não só a educação das crianças estão deixando muito a desejar, mas as dos pais também.
    Mas eu só tenho uma crítica a fazer. Não concordo com a sua posição perante as crianças prodígios.
    Não estou falando daquelas que os pais a enchem de tanta informação e se vangloriam por tudo que fazem, as obrigando a ser melhores que os outros.
    Mas sim daquelas que acabam tendo uma facilidade maior de aprender, não por culpa delas, simplesmente nasceram assim.
    Estudei com uma menina no colégio quando eu era pequena que era uma dessas, ela compreendia as coisas muito mais rápido, deduzindo muito antes da professora dizer, super inteligente e muito gentil.
    Consequência disso: Era muito hostilizada não só pelos colegas de sala, que a invejavam, mas também pelos pais deles, por incrível que pareça!
    Concordo com você, os pais precisam urgentemente passar por um curso de reciclagem.
    Só te peço que não generalize todas essas crianças consideradas "prodígio". Pois acabei perdendo uma grande amiga que foi abrigada a mudar de escola devido a tanto bullying que sofria.

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  8. Bru, eu vejo muitooooooooooooo isso e me irrita! Pelo amor!! A Sophia ela é toda meiga, toda doce, então se uma outra criança (bem não sei exatamente o termo) chega e pega o brinquedo da mão dela, ela chora. Eu tento pegar o brinquedo de volta da mão dessa outra criança e devo dizer se o responsavel esta junto finge não ver. Eu sempre tive muito certo na minha cabeça, se alguem bate em mim, pode ter certeza que devolverei no mesmo valor. E ai fico pensando na Sophia, sim já vi crianças empurrando a Sophia, querendo puxar o cabelo dela, querendo lhe dar tapas, vontade de dizer pra Sophia fazer o mesmo, mas ai penso saberá ela fazer essa diferença sempre? Não quero que ela seja alvo de crianças aproveitadoras e pais sem noção e até hoje fico sem saber o que fazer, mas por hora eu apenas a protejo :/

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  9. ana paula bandeira6 de julho de 2013 18:08

    qual mae nao dilema ? acho que vem no kit. concordo com voce, consumismo desenfreado nao é saudavel, devemos tomar cuidado com isso.

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Fico muito feliz com seu comentário! :)