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Convulsão em Crianças - O que fazer?!

Essa semana a filha de uma amiga teve uma convulsão febril na escolinha, e a mãe dela enviou pro Grupo Gente Miúda o relato do que aconteceu. Diante das respostas das outras mães, pude perceber que isso é mais comum do que se imagina e notei que, caso isso acontecesse comigo, eu não saberia como agir. 
O mesmo acredito que aconteça com a maioria das pessoas, portanto hoje vou deixar algumas informações do que fazer em caso de CONVULSÃO na sua casa.


O que são convulsões?
As convulsões são um transtorno neurológico súbito e transitório que aparece relacionado com a febre. Pode acontecer em crianças de 6 meses a 5 anos de idade, com mais frequência nas de 2 anos. 
De 3 a 5 crianças, de cada 100, já sofreram convulsões. A convulsão febril TÍPICA, é uma epilepsia que deve se curar sozinha com o tempo e antes dos 5 anos, e que, portanto, deve ser benigna. Uma convulsão ATÍPICA pode ser benigna (comprovada por estudos) ou ser uma verdadeira epilepsia.
Como identificar?
Perda da memória, com os olhos virados para cima, dentes cerrados e saída de espuma pela boca, além de contrações musculares que se caracterizam por estouros rítmicos enérgicos de contrações musculares que não podem dominar-se voluntariamente. Os músculos do corpo se contraem devido a uma anormalidade temporal na função cerebral.
Causas das convulsões em crianças e bebês:

Nos bebês, a mais comum é o aumento da temperatura que acompanha uma infecção viral. Não se descartam os transtornos metabólicos de glicose (diminuição), cálcio, magnésio ou sódio, diminuição da oxigenação cerebral, infecções, hemorragias ou tumores do sistema nervoso, e intoxicações. Além da febre, existe uma predisposição individual. 

Crianças com maior tendência a ter convulsões na presença de febre, herdam dos seus pais. Este antecedente se encontra em 30% dos casos. A febre por infecções do tipo catarral é a que produz mais convulsões.
Tratamento das convulsões nas crianças e bebês:
A primeira coisa, é baixar a febre da criança. Terá que desnudá-la e passar uma esponja macia, embebida de água morna (não gelada) pelo seu corpo. Não convém imobilizá-la nem colocar nada entre os dentes. Deve-se abrir um espaço ao seu redor para que não faça mal a si mesma. E manter a tranquilidade. Quando passar a convulsão, que não deve durar mais de 10 a 15 minutos, leve rapidamente a criança ao pronto socorro mais perto para administração correta de medicamentos.
A crise convulsiva costuma ser um momento muito estressante. A primeira coisa que deve se ter em mente é que a maioria das crises dura menos que 5 minutos e que a mortalidade durante a crise é baixa. Assim, deve-se manter a calma para que se possa, efetivamente, ajudar a pessoa. Medidas protetoras que devem ser tomadas no momento da crise:
• Deitar a pessoa (caso ela esteja de pé ou sentada), evitando quedas e traumas; 

• Remover objetos (tanto da pessoa quanto do chão), para evitar traumas; 
• Afrouxar roupas apertadas; 
• Proteger a cabeça da pessoa com a mão, roupa, travesseiro; 
• Lateralizar a cabeça para que a saliva escorra (evitando aspiração); 
• Limpar as secreções salivares, com um pano ou papel, para facilitar a respiração; 
• Observar se a pessoa consegue respirar; 
• Afastar os curiosos, dando espaço para a pessoa; 
• Reduzir estimulação sensorial (diminuir luz, evitar barulho); 
• Permitir que a pessoa descanse ou até mesmo durma após a crise; 
• Procurar assistência médica. 

Se possível, após tomar as medidas acima, devem-se anotar os acontecimentos relacionados com a crise. Deve-se registrar:

• Início da crise; 

• Duração da crise; 
• Eventos significativos anteriores à crise; 
• Se há incontinência urinária ou fecal (eliminação de fezes ou urina nas roupas); 
• Como são as contrações musculares; 
• Forma de término da crise; 
• Nível de consciência após a crise.

Várias medidas erradas são comumente realizadas no socorro de uma criança com crise convulsiva. NÃO DEVE SER FEITO:
• NÃO se deve imobilizar os membros (braços e pernas), deve-se deixá-los livres; 

• NÃO tentar balançar a pessoa, isso provoca a falta de ar. 
• Não coloque os dedos dentro da boca da pessoa, involuntariamente ela pode feri-lo. 
• NÃO dar banhos nem usar compressas com álcool caso haja febre pois há risco de afogamento ou lesão ocular pelo álcool; 
• NÃO medique, mesmo que tenha os medicamentos, na hora da crise, pela boca. Os reflexos não estão totalmente recuperados, e pode-se afogar ao engolir o comprimido e a água; 
• Se a convulsão for provocada por acidente ou atropelamento, não retire a pessoa do local, atenda-a e aguarde a chegada do socorro médico.
Texto adaptado e alterado de Guia Infantil.

Espero ter ajudado vocês, gurias!

6 comentários:

  1. Eu também não saberia o que fazer caso acontecesse comigo ou próximo de mim.
    Eu sempre cuido muito para não subir demais a temperatura do Vinícius quando está com febre.
    Morro de medo disso acontecer.
    Muito bom o post, super informativo.
    Parabéns.

    beijos

    http://viniciusmamaequedisse.blogspot.com.br/2013/03/parceria-gira-baby-sorteio.html

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    Respostas
    1. Obrigada Regiane!
      A gente sempre tem nossos medos, né?! E com convulsão existem muitos mitos também!
      Beijo,
      Bruna

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  2. Mto bom o post, super esclarecedor!
    Mas ainda acho que não conseguiria me manter calma, aff que angústia deve dar :/

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    1. Obrigada Shai!!! Eu também não teria calma, me conheço!!! =/

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Fico muito feliz com seu comentário! :)