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Mãe Amiga: Tati Sabadini


Em Agosto de 2011 respondi uma entrevista pra uma grávida de gêmeos, (clica aqui pra ver) que queria mais informações a respeito desse mundo que ela entraria de cabeça dentro de alguns meses. Os meses se passaram e essa mamãe vem agora participar do Mãe Amiga.

Ela é a Tati Sabadini, mãe de duas lindas chamadas Isabella e Maria que têm 6 meses (nossa, parece que foi ontem que vi ela dizendo que tinham nascido!!!).

Tati, vai que é tua:

"Primeiro, a pessoa decide engravidar. Uma semana depois tem certeza que conseguiu, assim rápido mesmo, faz o exame, mas dá negativo. Passa mal, espera mais duas semanas e chega o resultado positivo. Vamos fazer o ultrassom e o coração do bebê bate forte, viva! Um só, lindo e maravilhoso. Mais duas semanas, mais um exame, e mais um coração bate forte! E, surpresa: são dois bebês! 

Parece que a minha vida toda foi definida por essa notícia: estava esperando gêmeos! Até hoje fico emocionada só de lembrar daquele momento. Tanta coisa aconteceu desde então, duas meninas idênticas crescendo dentro da barriga, longo enxoval, repouso, muitas comemorações até chegar o parto e, pronto, me tornei mãe! Aí sim, começou toda a aventura e desafio.

Acho que nada se compara aos primeiros meses com os bebês. É uma época de transformação para a mãe, os pequenos estão descobrindo o mundo e a mudança na família é grande. Pra mim, mãe de primeira viagem e de duas foi uma grande superação. Não sou mais a mesma pessoa que antes (ainda bem) e apesar de ter sofrido horrores, nunca me senti tão plena. Acho que todas as mães se sentem assim, em uma verdadeira montanha-russa.

Maria e Isabella nasceram em janeiro depois de 34 semanas de gravidez. Elas chegaram super bem depois de uma cesárea e ficaram um dia só na UTI Neonatal, mas mesmo assim ficamos 10 dias no hospital até elas aprenderem a mamar direito. Ficar internada foi um horror. As enfermeiras só me deixavam mais confusa, o clima de hospital era péssimo, por isso fazíamos de tudo para as meninas mamarem e ganharem peso pra gente ir pra casa. 

Maria, Tati e Isabella
Quando chegamos em casa foi aquele caos básico. Eu não saia do sofá. Dava o peito para uma e depois para outra e, às vezes, para as duas ao mesmo tempo. No fim de uma semana, acabei tendo que complementar com leite artificial porque estava acabada. Durante a noite, eu e o marido ficávamos acordados durante duas horas para fazer todo o processo de trocar fralda, alimentar e etc. E dormíamos só uma hora, depois era começar tudo de novo. Fiquei obsessiva com a amamentação e queria que elas mamassem bem. Elas estavam se acostumando comigo e eu com elas. Foi uma loucura! 

Depois, com dois meses, as meninas apresentaram sintoma de refluxo. Elas choravam depois das mamadas, lutavam contra o peito (o que eu achava que era rejeição, mas não era), tinham dificuldade para dormir. Sofremos muito até chegar o diagnóstico certo e até hoje não temos certeza de que era isso mesmo. Então, um dia veio o nosso primeiro susto como pais. Isabella vomitou e engasgou. Ela estava no colo do pai e ficou vermelha, com jeito de que não conseguia respirar. Eu estava com a Maria dando a mamadeira e só escutei meu marido dizer: "ela não tá respirando, ela não está respirando". Está aí o desespero de qualquer mãe ou pai. Na mesma hora, meu marido começou a dar tapinhas nas costas dela e depois fez a sucção da boca e do nariz ao mesmo tempo. Eu fiquei olhando aquela cena assustada e pensando: "Meus Deus, isso está mesmo acontecendo? E onde o Marco aprendeu a fazer isso?". 

Ele conseguiu tirar o leite que estava no nariz dela e ela começou a voltar aos poucos. Em segundos, ficou branquinha de novo e a gente respirou alivado. É claro, que logo em seguida ligamos para o pediatra e ele passou as orientações. Depois de tudo resolvido, chorei horrores. Não sei o que eu faria se aquilo acontecesse comigo sozinha. Não tinha estudado esses primeiros socorros, mas, por sorte, meu marido sim. A Bella ainda teve três episódios daqueles, e todas as vezes meu coração ficava pequeno, mas a gente já sabia o que fazer. E isso pode acontecer com qualquer criança, não só quem tem refluxo, por isso, meu conselho para os pais e futuros pais é pelo menos ler sobre isso.

Isabella e Maria
Com quatro meses, as meninas já quase não tinham incômodos ou refluxo. Foi mais ou menos nessa época também que a gente começou a parar de pensar nisso como um problema, mas como uma parte do desenvolvimento dos bebês. E, assim, tudo ficou mais leve. Hoje, as duas estão com seis meses e vivemos uma fase cheia de descobertas! Acho que ser mãe é um processo, não acontece da noite para o dia, e a gente vai descobrindo a vida do lado dos filhos. Não imagino a vida de outra forma e já estou craque na arte de cuidar de duas (quem diria, viu?). 


A família completa: Marco, Tati, Maria e Isabella
Acho que a gente tem que se preparar para a maternidade, mas também não deixar de lado a beleza de aprender tudo no meio do caminho. E, sim, aproveitar muito, cada momento e não ficar obsessiva compulsiva com uma coisa só, seja, amamentação, refluxo, alergia, sono. Ser mãe é trabalhoso, mas não existe coisa melhor no mundo! Agora, não fico mais encanada, e aproveito para curtir cada nova fase, cada desafio e aproveito para me descobrir também."


Quem quiser conhecer melhor a história da Tati, passa lá no blog dela! É uma delícia de ler! (não é por nada não, mas a postagem que ela fez comigo é a mais lida. Adoreeeei quando vi!!!) #meachei

Beijos gurias!!! Deixem seus comentários pra Tati!!!

Bru.



6 comentários:

  1. Familia linda e as meninas são umas bonequinhas!
    Parabens e saúde!

    Ines Diniz

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  2. "Acho que a gente tem que se preparar para a maternidade, mas também não deixar de lado a beleza de aprender tudo no meio do caminho."

    ADOREI essa frase, vou lembrar sempre e não me culpar mais pelas coisas que ainda não sei... Sou mamãe de primeira viagem também e estou amando o meu "caminho".

    Parabéns pelo texto e pela dupla!

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  3. eu ja sigo o blog da Tati e adoro.....e agora quero seguir o seu tb :)

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  4. Chorei! Ai imaginei toda a cena na hora do susto, e me coloquei no lugar dela. Pois meu marido sabe mais do que eu também. Quando a Alice começa a tossir eu já fico apavorada, e a danada me olha e ri! rsrs
    Linda família, linda história. Parabéns!!!
    Beijos

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Fico muito feliz com seu comentário! :)