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Mãe Amiga: Mari Hart Dore

A Mari é uma carioca linda, mãe, fotógrafa, blogueira que escreve o blog Diário de Uma Mãe Polvo, e a responsável por vários choros meus, foi pensando nas postagens que me emocionaram, que a convidei pra escrever um "Mãe Amiga". Como a Mari é suuuper ocupada, escolhemos uma postagem dela pra mostrar pra vocês!

Pra que vocês entendam: A Mari é mãe de 3. Da Stella e dos gêmeos Léo e Pedro. Essa postagem dela foi escrita no dia anterior ao aniversário de 5 anos dos gêmeos. Léo possui uma patologia chamada Paralisia Cerebral, não sabe o que é? Quer entender melhor? No final da postagem deixo um link do blog da Mari super explicadinho.

Agora sim, com vocês, nossa mãe amiga de hoje: A MARI!

"Era uma vez uma moça de seus 25 anos. Mãe de uma linda menina sapeca de 4 anos de idade, hiperativa, trabalhadora, mas alegria e diversão era com ela mesmo! Por um acaso da vida, esbarrou pela noite do Rio de Janeiro com aquele que mal sabia ela, seria o homem de sua vida. Se apaixonaram logo aos primeiros beijos e menos de um mês depois estavam morando juntos. "Só estarei sossegado quando eu ver sua escova de dente ali, e suas calcinhas penduradas no chuveiro!", ele disse. E ela foi.

Eles amadureceram juntos depois de muitos conflitos de personalidade. Ela impulsiva e explosiva. Ele praticamente um Buda de tão calmo. Faíscas não faltavam. Mas 2 anos se passaram, e veio a grande surpresa: um teste positivo de gravidez. Lágrimas e angústia logo se transformaram em felicidade depois do primeiro ultrassom. Gêmeos! A surpresa foi mais inesperada ainda. Misto de ansiedade, medo, e sim, muita alegria tomou conta da vida daquele casal.

Mas a gravidez não foi tranquila como se esperava. Duas ameaças de aborto com hemorragia, fez aquela mulher hiperativa passar longos meses dentro de casa em repouso absoluto. E sozinha. Largou a profissão, seu dia a dia agitado, por um pequeno apartamento onde passava horas a fio apenas na companhia dos bebês em sua barriga.

O desejo maior era que fossem 2 meninos, visto que ela já era mãe de uma menininha. E sua vontade foi atendida. Um deles já tinha um nome há tempos, desde qdo sua irmãzinha soube da gravidez e decidiu qual seria o nome do irmão. Um segundo nome ficou para bem mais tarde...


A previsão do parto era para fevereiro, mas os meninos resolveram participar do Revéillon daquele ano de 2006, virando para 2007. Nasceram antes do tempo, prematuros, aos 7 meses de gravidez, no último dia do ano. Queriam ver os fogos, a festa na cidade! É a única explicação, já que foi uma gravidez bem cuidada e assistida.

Os 'bebês', como seriam chamados a partir dali, não passaram o ano novo junto a família, e sim foram transferidos de hospital, enquanto a cidade festejava toda aquela loucura de ano novo. Eles viraram seu primeiro Reveillon em uma incubadora de uma UTI neo natal fria, cercado de enfermeiras desconhecidas e não dos batimentos cardíacos e calor da mãe.


Durante quase 4 semanas, as complicações foram muitas. Com uma semana de vida, um dos bebês tinha 1,900kg e o segundo bebê, 1,190kg. Icterícia, infecção generalizada, insuficiência respiratória, anemia, e até uma séria hemorragia intracraniana foram diagnosticados logo no início. Mas aquela mãe e aquele pai se mostravam fortes e otimistas, passavam horas a fio naquele hospital, faziam mãe e pai canguru, unidos acima de tudo, acreditando no melhor. E o melhor aconteceu, no dia 25 de janeiro de 2007. Um segundo parto. Dia da alta, todos iriam embora pra casa.

O sentimento daquela mãe de frustração e derrota ao sair da maternidade de mãos vazias naquele 1º de janeiro, 24 horas após o parto, mesmo em se tratando de uma cesárea, foi embora com a euforia daquele momento em que saía da UTI com um bebê em cada braço, como ela fez questão de fazer. Se sentir plena, realizada, mãe de verdade!

De lá pra cá, se passaram quase 5 anos. E esses anos foram os mais importantes da vida dela, sem dúvida. Gêmeos, porém de personalidades opostas. Mas com o mesmo amor em comum. O sofrimento por abandonar uma profissão, foi explicado anos depois com a redescoberta de uma nova, ao tornar um lazer em trabalho. A sensação de fracasso por estar em casa apenas cuidando dos filhos, logo se transformou em orgulho. Esse "apenas" se tornou "tudo isso", e hoje ela vê que tem o melhor trabalho do mundo, o de criar e desenvolver cidadãos de bem para o mundo, com a maternidade ativa e comprometida, tornando qualquer profissão secundária em sua vida.

Esses  anos, foram de altos e baixos para essa família. A descoberta de uma séria patologia no bebê nº 1, um mundo novo diante de nós, a "Paralisia Cerebral". Do fundo do poço, ao auge. Este percalço na vida dela, a tornou uma pessoa melhor. Um ser humano mais forte e sereno, sem aquela impulsividade de outrora. As dificuldades, o sofrimento, a fez enxergar o verdadeiro valor da vida e de sua existência. Descobriu quem são os verdadeiros amigos E que família mesmo, é aquela que a gente constrói, por nós mesmos. O resto é parente.

A irmã, contrariando qualquer expecativa, não sentiu ciúmes da chegada dos irmãos. Demonstrou maturidade, carinho e irmandade acima de tudo. A melhor irmã que alguém poderia ter! Aquela que queria participar de tudo, desde banhos até a troca de fralda. E foi ela mesmo, aos 6 anos, quem ensinou o grande papai como fazer uma troca de fralda correta.


Amanhã, dia 31 de dezembro de 2011, esses bebês que nasceram lutando pela vida, não serão mais bebês. Estarão completando 5 anos de vida, de vontade de viver, de alegria, amor, saúde, beleza interior, e são a razão de existir deste casal que ficou ainda mais apaixonado e unido, contrariando toda e qualquer estatística. Se hoje eles são uma família de verdade, se prezam o respeito, união, cumplicidade, livre de preconceitos e fortes para encarar todo e qualquer obstáculo que ainda possa existir, é graças a esses dois meninos. O alicerce, a energia maior. A razão de tudo..."

Lindo não é mesmo?! Eu acompanho o blog da Mari há muito tempo, mas só hoje mostrei pra vocês. Não sei por que não mostrei antes!

Querem ler aquele post que comentei? Clica aqui e te informa!

Vamos deixar aqueles comentários pra essa mãe?!

Beijos,
Bru.

6 comentários:

  1. Parabéns Mari pela força, pela linda familia que tu construiu, tb acho que familia a gente constroi o resto é resto...
    Mil beijos!!

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  2. A Mari é tdo de bommmm!!! Exemplo de vida!!!

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  3. Ownnn querida, obrigada pelas palavras! Tamo junto! =)))

    Bjão grandão!

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  4. Nossa, esse post foi extremamente tocante e importante pra mim, no momento que estou vivendo... casamento indo mal, tendo que largar o trabalho em prol da saúde do Miguel... e a gente sempre acha que os nossos problemas são enormes e vem uma pessoa desconhecida e nos dá um banho de otimismo!!! Obrigada Bruna por mais este compartilhamento.
    Bjs

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  5. Oi...
    Adorei seu blog. Me identifiquei muito!
    Quando quiser, dá uma passadinha no meu... tô te seguindo!
    Bjoooooo
    http://mamaequetrabalha.blogspot.com.br/

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Fico muito feliz com seu comentário! :)