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Mãe Amiga: Jorgea

Conheci a Jorgea através do Grupo Gente Miúda, e aos poucos ela foi se soltando, falando, falando, tivemos conversas bem esclarecedoras em particular, acabamos criando uma amizade.

Várias madrugadas em que estou fazendo posts, ela me acompanha falando da vida, de blog, de trabalho, de amor, de tudo! E nessas conversas, surgiu a ideia de ela escrever um relato!

E ela enviou, preciso dizer que ficou lindo?? Não. Vejam com seus próprios olhos:

"Minha estória não é nenhuma raridade ou exemplo de superação, provavelmente seja mais parecida com outras milhares por aí, mas vamos lá.

Não fui criada para ser mãe, fui criada para ser uma executiva e cresci com esse pensamento. Quando criança, enquanto minhas amigas brincavam de bonecas ou de professoras, eu desfilava de sapatos de salto e sonhava em usar um tailler, assim como fazia minha mãe. Quando me perguntavam o que eu queria ser quando crescer eu dizia presidente de uma grande empresa. Filhos nunca apareciam nos meus devaneios e até dois ou três anos atrás filhos não estavam no meu pacote para o futuro. Não que eu não pensasse em ter filhos, pensava sim, mas para um futuro distante,onde o planejamento linear de: casar, comprar o apartamento dos sonhos e consolidar minha carreira, estivesse completo. Mas quem disse que a vida sempre segue um roteiro?

Junho de 2011 fui pega completamente de surpresa quando duas listras rosas apareceram no teste de farmácia, afinal, além de nenhum dos itens anteriores estarem completos, eu tomava anticoncepcional sem pausa, tinha um namorado que morava há 200km de distância e havia começado a trabalhar na empresa há poucos meses.
Dois sentimentos completamente contraditórios se seguiram: pânico e felicidade. Sempre tive medo de crianças, tenho uma personalidade egoísta e odeio rotina, como iria ter, cuidar e educar um serzinho que iria depender total e exclusivamente de mim?
Durante alguns dias a decisão de ser ou não ser mãe me perseguiu até que a poeira baixou e consegui fazer o que sempre fiz: encarar a vida.

Lá estava eu, numa cidade estranha, com algumas semanas de gravidez e sozinha na sala de espera de uma clínica para ver pela primeira vez aquele grãozinho de feijão que habitava minha barriga.
Durante a gravidez assumi totalmente o papel de mãe alpha, como costumo chamar as mães que exercem o papel de pai também. Passava minhas noites pesquisando sobre gravidez, bebês, produtos, roupas, etc... e durante o dia me divertia escolhendo coisinhas para o bebê. Quando com 20 semanas consegui confirmar minhas suspeitas de que estava grávida do Gabriel descobri o mundo dos guris, com roupinhas, brinquedos e livros.


Aproveitei minha gravidez, curti muito minha barriga, fiz várias sessões de fotos. Escrevi um diário para o Gabriel, fiz Yoga gestante, curso de parto, hidroginástica. Planejei durante semanas o chá de fraldas, fiz e desfiz umas cem vezes a mala da maternidade. Chorei de medo pelo futuro, de alegria quando ele dava cambalhotas na minha barriga. Esperei até o último minuto para chegar a hora de contar os dedinhos dele e quando essa hora chegou, mesmo que não tenha sido conforme o planejado, eu estava lá, calma e ansiosa na sala de operação.

Quando trouxeram o Gabriel para nos conhecermos eu estava em estado de catatonia total, somente quando olhei para ele e peguei naqueles dedinhos minúsculos é que me dei conta que eu agora era mãe e um filme de 9 meses passou na minha mente. Passei por muitos momentos ruins, chorei muitas noites de puro desespero durante a gravidez mas tudo isso pareceu tão nebuloso para mim, que apenas as coisas boas eu tive claro, afinal, tudo de ruim é esquecido quando se tem aquele mini-tu nos braços.
Lembro da primeira noite que passamos juntos, depois que ficamos sozinhos e eu olhava para ele e chorava compulsivamente num misto de emoções absurdo e só pensava como poderia existir um amor como aquele que eu estava sentindo, e ele ali, alheio à todas maluquices minhas, dormindo fazendo pose de anjinho. E esses momentos são repetidos todas as noites, quando eu fico aqui, velando o sono do meu anjo.


Hoje, quase três meses depois daquele dia eu assumi completamente o meu papel de mãe. Sou uma mãe-leoa-coruja-ciumenta assumida. E hoje, quase 20 anos depois daqueles anos de mini-executiva, brinco de mãe, numa brincadeira que não quero ter hora para acabar."

Essa mamãe merece só coisas boas. Supera sim, a cada dia que passa, uma batalha materna que as vezes é melhor ficar escondidinha, mas que acho que vale a pena deixar um recadinho carinhoso pra ela!

Beijos,
Bru

10 comentários:

  1. Lindaaaa!
    Chorei, me identifiquei, MARAVILHOSO!
    Adoro o Mãe Amiga.

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  2. E aí daquele que ousar nos chamar de "frágeis"! É bem assim, a vida não segue o 'Nosso" roteiro. Ela tem planos pra nós que nem desconfiamos. Mas qdo esse plano inclui um pacotinho lindo desses, não tem como não baixar a guarda. Parabéns pela tua escolha, a de ser Mãe! Lindo o teu filhote e linda a tua história. Grande abraço!!!

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  3. Adorei!!
    Linda história!!
    E Jorgea sempre fala algumas verdades que ás vezes é escondida como nem sempre está nos planos mas qndo acontece é mágico lindo e único!
    Bjs Pri

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  4. Parabéns pelo relato Jorgea! Lindo, verdadeiro e emocionante! Beijão, Lu

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  5. Parabéns pela história é muito bonita e chorei muito.

    Bjsssssssssssssssssssss, Dani Cardão.

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  6. Adorei! Parabéns pelo baby lindo!

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  7. Agora sim consigo comentar com meu nome e repito: Adorei! Parabéns pelo baby lindo!
    bjs

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Fico muito feliz com seu comentário! :)