Buscar

Seguidores

Visitas



Mãe Amiga: Débie

Essa é uma história que conta muito mais do que superação.

Ela ensina. Mostra que doenças graves têm solução em alguns casos, mostram que com médicos competentes, amor, dedicação e paciência, as coisas acontecem da melhor forma possível.
O relato é bem grande, mas bem como disse a Débie ao me enviar, é impossível diminuir. São detalhes que fazem muita diferença! Vocês nem vão sentir que estão lendo tamanho os detalhes que ela conta. Parece que estamos vendo tudo acontecer.

Deixo vocês com esse relato emocionante enviado pela Débie, que também escreve o blog Cecília...Sou dela, sem ela não sou.

"Me chamo Débie, tenho 32 anos, sou casada com o Rafael e moramos em Garibaldi na serra gaúcha.

Fiquei grávida em Janeiro de 2010... Tive uma gravidez super tranqüila com exames sempre ótimos... Então dia 30 de Agosto com 35 semanas e 6 dias de gestação quando fui fazer a última ecografia para poder marcar a data da cesárea, a medica demorou mais do que de costume, e não falava nada com a gente... Comecei a ficar nervosa... Então ela disse: Tem um probleminha... (mal sabia eu q o probleminha era um problemão) e disse: Ela tem uma hérnia... uma hérnia diafragmática. Fiquei tonta, parecia q eu havia saído do meu corpo... Nervosa disse: E aí, o que é isso???? E ela sutilmente disse: Não é nada de mais, mas ela terá que fazer uma cirurgia assim que nascer. Meu Deus do céu!!! Eu achei que ia morrer. Não conseguia levantar, tremia sem parar... Comecei a perceber q a coisa era grave quando ela disse que ela mesma ligaria para o meu obstetra...

Do caminho da clínica até em casa fui tentando ligar para o meu obstetra, mas só dava na caixa de mensagens... Quando entrei em casa, a primeira coisa que fiz foi ligar o computador e pesquisar na internet... Ai percebi que a coisa seria complicada... A Hérnia Diafragmática Congênita é um furinho no diafragma... O diafragma é o músculo que divide os órgãos do tórax e do abdome e ajuda no movimento de respiração. Quando há esse furinho (HDC), os órgãos do abdome sobem para o tórax e esse acúmulo de órgãos no tórax prejudica o desenvolvimento dos pulmões e causa também o deslocamento do coração... Na internet só encontrei casos de óbito... Perdi o chão! Queria morrer!!

Quando consegui falar com o meu obstetra (que é de Bento Gonçalves), ele colocou panos quentes, disse para ficar calma e aquele blá blá blá de sempre... Ele pediu uma ecografia 4D, que fizemos em Caxias do Sul no dia seguinte. Lá o médico constatou mesmo o problema... Ele ficou um tempão olhando e olhando cada pedacinho da Cecília pois queria constatar que ela não tinha nenhum outro problema. Ele disse: Ela é perfeita! Se nascesse sem q vocês descobrissem a HDC, possivelmente morreria antes de se darem conta do que ela tinha. Quando ele me mostrou o rostinho dela, eu novamente quis morrer!!! Era linda! Uma boneca!

Saímos de lá e fomos a Bento mostrar o exame para o meu obstetra... Ele foi categórico e disse: A melhor chance que vcs tem para salvar a Cecília é irem procurar ajuda em Porto Alegre!

Tudo na minha cabeça parecia um filme de terror... Eu tinha só tinha vontade de morrer!!!

Nosso obstetra nos indicou um obstetra da PUC... Ligamos e só conseguimos consulta para a semana seguinte... Mas minha cabeça estava a mil, eu não dormia, não comia, só chorava o tempo todo. Então uma tarde tive uma luz... Disse para o meu marido: A gente não precisa de um obstetra, a gente precisa de um cirurgião torácico pediátrico (me desculpem os obstetras, mas tirar o bebe qualquer um tira, o que precisávamos era um bom cirurgião).

Liguei pra uma amiga q mora em POA ha 10 anos e disse que precisava de um cirurgião, o melhor que ela pudesse encontrar... Ela me ligou no dia seguinte e disse que havia pedido para algumas pessoas e várias disseram que o melhor era o Dr. José Carlos Fraga, me passou o numero e disse que não era muito fácil conseguir consulta pois ele estava sempre no exterior... Meu marido ligou (se eu ligasse e ele não estivesse no Brasil possivelmente eu teria um ataque), e com a graça de Deus ele nos agendou para o dia 8 de Setembro.

Os dias se arrastavam... E nós sem nenhuma esperança... Sem saber o que seria de nós... Eu só pensava no pior...

Somos do interior, não conhecíamos nada em POA, no dia da consulta com o Dr. Fraga, fomos com um carro da prefeitura de Garibaldi.

Chegamos no consultório e o Rafa, meu marido, disse: Dr., somos do interior, não conhecemos nada aqui em POA, e preciso que o Sr. salve a nossa filha!! Ele foi bem direto... Disse que era uma doença muito grave, e que poderia ser simples ou complexo, fez desenhos, explicou tudo bem direitinho, mas disse que só saberia a real situação depois do nascimento da Cecília...

Naquele mesmo dia por indicação dele consultei com o obstetra, o Dr. Paulo Fagundes da clínica Segir, saímos de POA com tudo encaminhando e a data do parto marcada para o dia 24 de Setembro.

Foram dias difíceis, dias de altos e baixos... Tinha dias que estava certa de que eu tinha a melhor equipe, em outros dias achava q podia procurar outros médicos... Eu evitava sair de casa, pois como Garibaldi é uma cidade pequena e todo mundo se conhece, to mundo vinha perguntar da Cecília e saber quando ela nasceria... Muitos sem saber do problema...

Nesse meio tempo, muitas pessoas nos ofereceram lugar para ficar em POA no período que a Cecília ficasse no hospital...  Acabamos optando por ficar na casa de uma prima do Rafa que eu nem conhecia, mas que prontamente ofereceu ajuda quando soube da história toda.

Dia 15 de Setembro fomos novamente a POA para consultar com o obstetra e ele me disse: Vcs estão dando o melhor pra filha de vcs, acreditem e tenham fé em Deus! Saímos da consulta e fui conhecer a prima do Rafa. Quando ela me abraçou ela disse: Débie, se Deus te deu a oportunidade de engravidar, ele não vai te tirar o direito de ser mãe. Aquelas palavras me confortaram de tal maneira que relaxei, e pela primeira vez pensei que tudo daria certo.

Chegou a semana do parto... Iríamos pra POA na quinta dia 23 de Setembro e ela nasceria na sexta dia 24... Mas no dia 21 as 6:30 da manha, minha bolsa estourou! Começava aí nossa saga!

Ligamos para o obstetra q nos acalmou dizendo q daria tempo de chegar em POA. Ela não poderia nascer de parto normal e muito menos em Garibaldi ou no meio do caminho...
O Rafa foi fazendo ligações e eu que tinha deixado para fazer nossa mala naquele dia tive que ir jogando algumas roupas dentro dela... (até hoje me pergunto porque não fiz a mala antes... acho que fazer a mala significava que não teria mais como fugir da situação).

Conseguimos uma ambulância da prefeitura que passou para nos pegar às 7:30... Foi a nossa sorte, pois era dia 21 de Setembro terça-feira e na segunda dia 20 era feriado no estado, a BR 116 estava um caos com a volta do feriadão. Se tivéssemos ido de carro com certeza não teríamos chego a tempo.

Fiquei bem tranqüila no caminho pois sabia que ela não podia nascer ali, tentei aproveitar cada segundo q eu ainda a tinha comigo, pois não sabia como seria o futuro... Chegamos no HMV as 10:30, quando passamos na entrada do hospital, percebi que havia chego a hora... E então fui ficando nervosa, muito nervosa...

Na hora do parto tive um bloqueio nervoso a anestesia não fez efeito e tiveram que me sedar... Eu não a vi nascer, nem a escutei chorar... Ela foi entubada imediatamente.

Fui pra recuperação e um pouco depois chegou a pediatra Dra. Simone Vasconcelos e disse: Fizemos um raio x e não gostamos nada do que vimos, pois a hérnia é maior do que esperávamos... Ela tem alças intestinais, o estômago e um pedaço do fígado no tórax.
Nesse momento meu marido e eu nos olhamos e sentimos q ela não resistiria.

Fiquei 4 horas na recuperação... Choramos o tempo todo!!!!

Fui para o quarto e 1h da manhã do dia 22 me levaram até a NEO para conhecer a minha filha. Quando entrei na sala e a vi muito branca e com a respiração super acelerada, fiquei tonta, fiquei impressionada, e pedi para me tirarem de lá. Fiquei 5 minutos na sala com ela. Passei mal. Queria ir embora e se não tivessem me levado eu teria levantado da cadeira de rodas e teria ido pelas minhas próprias pernas!

Logo após o nascimento
Cheguei no quarto e choreiiiii, chorei sem parar, disse pro meu marido q não queria mais ir vê-la pois ela estava sofrendo muito e eu não queria vê-la assim... Eu sou uma pessoa muito centrada. Confesso que jamais imaginei ter uma atitude assim. Foi a primeira vez que perdi o domínio sobre mim.

Me arrependo amargamente até hj dessa minha atitude... Falando com as pessoas depois elas me disseram que é normal essa auto proteção... Eu achei que ela estava sofrendo e não sobreviveria então quis me preservar da dor. (Aquela coisa, o que os olhos não vêem o coração não sente).

Passei a noite em claro... No dia seguinte a Dra. Simone passou no nosso quarto às 6h da manha e disse: Eu quero vcs lá dando força pra Cecília.

Nesse momento deu um click. Olhei para o meu marido e disse: Independente dela sobreviver ou não, ela é nossa filha e temos que ficar ao lado dela, pois ela só tem a gente!

Levantamos e fomos para a NEO. Quando chegamos ela estava mais coradinha e com a respiração mais calma.

Então pude ver como era linda!! Ela tinha o peitinho estufado (devido ao acumulo de órgãos) e a barriguinha murchinha (pois vários órgão subiram). O coração dela foi tão deslocado pela subida dos órgãos que ele batia um pouco acima da costela direita...

Ela estava sedada e para tocar nela tínhamos que usar luvas... Também não podíamos estimula-la... O que fazíamos era colocar nosso dedo na mão dela, e mesmo sedada ela apertava. Era um momento ímpar!

A gente não saia mais da NEO, queria esta com ela todo o tempo... Estávamos aguardando o momento q ela estivesse mais estável para poder ser operada.

Dia 23 de Setembro a noite, o cirurgião e a pediatra foram conversar conosco e disseram que havia chego o momento... Disseram também que possivelmente teria que ser colocada uma telinha para ajudar a fechar o buraquinho da hérnia. (Quando o buraco é muito grande e fica difícil suturar com o próprio músculo, eles usam uma telinha, q depois deve ser trocada a cada 5 anos).

 A cirurgia seria no dia seguinte. Foram momentos de angústia... Cada vez que chamavam os familiares de alguém na sala de espera, eu quase desmaiava... Transpirávamos de tensão. Então nos chamaram. O cirurgião veio falar conosco e disse q tinha corrido tudo bem, que a cirurgia havia sido um sucesso!!!! E o melhor de tudo, não foi preciso usar a telinha!

Parecia q haviam tirado 500 quilos das nossas costas!!

Descemos com ela no elevador e na NEO conversamos melhor com os médicos... Eles disseram que agora era ter paciência para ela se recuperar e começar as tentativas para tira-la do oxigênio...
Nesse mesmo dia recebi alta e foi complicadíssimo ir embora do hospital e deixa-la lá...

Então os dias foram passando, e ela foi extubada pela primeira vez! Pude então ouvir o chorinho dela e dar colinho pela primeira vez. Mas ela não aguentou muito tempo e voltou para o tubo... Vivíamos altos e baixos diários... Era estressante demais. Chegávamos em casa moídos.

Ela foi extubada várias vezes, mas não conseguia ficar muito tempo sem oxigênio... Numa das vezes ela já estava tomando 15 mls do meu leite pela sonda, mas acabou aspirando e teve uma pneumonia aspiratória e voltou para o tubo.

Dias depois tentaram extuba-la de novo e novamente ela não aguentou... Nesse dia ela teve uma parada respiratória... Achávamos q a tivéssemos perdido! Foi o dia mais critico... A gente ficou com tanto medo q não tínhamos coragem de ir vê-la depois do episódio.  A gente fica num estado de nervos q não tem explicação. Ela tinha muito líquido na região do pulmão esquerdo e não estava conseguindo absorver, por isso não conseguia respirar.

Então colocaram um dreno torácico do lado esquerdo... E mandaram analisar o tal liquido... E foi constatado que era
linfa. Na cirurgia para fechar a hérnia o ducto linfático foi partido, e a linfa estava drenando dentro na cavidade torácica. O nome do problema é quilotórax. Começaram então com uma medicação para que o ducto fosse fechado.

Nesse período, ela fazia exames de sangue diários para saberem o que estava faltando no organismo, pois perdendo a linfa ela perdia todos os nutrientes... Ela fez 3 transfusões de sangue, transfundiu plasma e também albumina.

Dias depois, o coração dela começou a acelerar, pediram um novo raio x e constataram q a linfa estava vazando do lado direito também... Chamaram o Dr. Fraga e ele teve q colocar um dreno torácico do lado direito também... Ficamos extremamente desolados... As coisas não melhoravam nunca... Ela piorava a cada dia... Era desesperador...

Então visto que o remédio não surtiu efeito com 35 dias os médicos resolveram opera-la novamente, agora para clampear o ducto linfático, optaram por operar antes q ela ficasse muito fraca e não aquentasse a cirurgia. Tivemos que passar por aquela agonia da primeira cirurgia  tudo de novo! As horas se arrastavam... São momentos que jamais esquecerei...

Então quando menos esperávamos veio saindo uma enfermeira empurrando a incubadora dela do bloco. Já a estavam levando para a NEO. E tudo tinha corrido bem! O cirurgião nos disse que levaria uns 5 dias para que os drenos parassem de drenar. Mais 500 quilos saíram das nossas costas. Não sei como tivemos forças para aguentar tudo isso...

Quando entramos na NEO os outros pais vieram saber noticias, os plantonistas ligaram na NEO para ter noticias. É inevitável as pessoas se solidarizam sempre!!!

Com 40 dias ela foi extubada novamente... Com 44 dias ela finalmente começou a tomar leite na mamadeira, começou com 5 mls a cada 3 horas... Pode parecer pouco, mas ela ficou todo esse tempo somente com nutrição parenteral, então pra nós tudo era lucro!!

Os drenos iam drenando menos a cada dia... Então com 45 dias tiraram o dreno direito e no dia seguinte o esquerdo também!! Parecia um sonho!!! Eu pude finalmente dar um colinho decente, um colinho sem drenos, sem sondas... Ela tinha somente o oxímetro no pezinho... Mas isso não era nada! Foi nesse dia que meu marido a pegou pela primeira vez. E nesse dia pela primeira vez nossa pediatra falou: Quando vcs levarem ela pra casa... Nunca haviam nos dito isso, a gente também nunca questionou por medo de ouvir o q não queríamos...  Ficamos em estado de graça!!! Nossa pequena ia pra casa com a gente!!! Foi um dia maravilhoso! Só de lembrar não tem como conter as lágrimas...

Desse dia em diante, foram só noticias boas! Ela saiu da sala de isolamento, colocaram ela numa incubadora mais velhinha (isso era ótimo, ela já não precisava estar na melhor), depois a colocaram em um berço. E os cuidados com ela era a gente q fazia.. Trocávamos fralda, dávamos o mamá, ajudávamos no banho... Esperamos tanto, tanto por aquilo e com 53 dias eu dei o primeiro banho nela! Nossa que alegria... Ela chorava com todo mundo que dava banho nela, mas quando a peguei ela parou. Dei um banho gostoso e ela ficou só me olhando. Fiquei extasiada! 

Primeiro colo da Cecília
Ela estava sendo alimentada com um leite especial, pois não podia ter gordura nenhuma pois o ducto ainda não estava 100% cicatrizado. Sendo assim ela ainda não estava recebendo o meu leite.

Com 63 dias, ela recebeu alta da NEO e fomos para um quarto. Foi um dia emocionante. Uma choradeira tremenda. Foi um misto de sentimentos... Estava feliz por estar indo para o quarto sabendo q logo iríamos pra casa, e triste por dar tchau para as pessoas que foram fundamentais na recuperação da Cecília... Nos tornamos amigas... Tinha medo por que agora iríamos cuidar dela sozinhos, e estaríamos longe das gurias (tias da NEO)... Uma delas me disse: O desconhecido nos causa medo, mas temos que enfrentar. Jamais esquecerei...

No quarto os cuidados eram por nossa conta... E finalmente os avós e dindos puderam conhecer a nossa batatinha.

No quarto os dias passavam ainda mais devagar e quando chegava a noite o stress tomava conta... Tudo o q mais queríamos era ir pra casa!!

Então no dia 2-12-2010 ela foi liberada para mamar no peito!! Achei que pegaria de primeira, mas me enganei... Devido a estar acostumada a mamar na mamadeira, precisei usar um adaptador de silicone (mimamilus), e aos poucos ela foi se adaptando. (Eu ainda tinha leite, pois fiquei todo o tempo tirando leite e armazenando lá no hospital).

Entramos então na contagem regressiva pra irmos pra casa... Estávamos somente aguardando a liberação do plano de saúde de uma vacina q na verdade é um anticorpo chamado palivizumabe que protege bebes com problemas pulmonares crônicos de adquirir bronquiolite.

O plano não liberou, e já estávamos pensando como arrumar os R$5.000,00 que custa a tal vacina quando veio a noticia que uma bebe na NEO teve que fazer e o restante da dose seria dada para a Cecília.


Após a retirada dos drenos

Então dia 7-12-2010 finalmente fomos pra casa!!! Parecia um sonho...


Foram 76 dias longe de casa... Longe de familiares e amigos... Meu marido e eu largamos tudo para podermos nos dedicar 100% a ela. Mas saímos vitoriosos!!

Como o grande problema dela é pulmonar, em casa, os cuidados com ela, continuaram... Ela não podia ter contato com crianças, somente pessoas íntimas podiam nos visitar, somente eu e o Rafa podíamos dar colo... Era pra evitar ao máximo contato com pessoas doentes e ir a lugares fechados e sempre que fossemos tocar nela tínhamos que lavar as mãos e usar álcool gel.

Ela teve ainda que fazer mais 5 doses da tal vacina que conseguimos judicialmente com o estado.

Foi difícil no começo, já que na nossa cidade todo mundo conhecia a história e todos queriam conhecer a guerreira, mas aos poucos entenderam que era para o bem dela.

Dia após dia as restrições foram diminuindo... Mas com a chegada do inverno, os cuidados redobraram novamente... Procuramos sair com ela somente quando o tempo esta agradável e onde não há um grande acumulo de pessoas... Ela ainda não pode freqüentar escolinhas, mas isso tudo com o tempo vai se ajeitando.



A Cecília foi uma guerreira, lutou contra os piores prognósticos e venceu a HDC, ela nos ensina lições preciosas todos os dias, ela é o orgulho da nossa vida. Ninguém imagina passar por isso tudo, ninguém imagina ter forças para passar por situações como essa, mas Deus não escolhe os capacitados, ele capacita os escolhidos.


Hoje em dia tenho me dedicado somente a Cecília e através do blog que criei tenho apoiado mães que recebem esse diagnóstico."

Em tempo: A Débie faz parte de um movimento que divulga essa doença que é rara, mas com informações muitas mães ficam mais confiantes. Lindo o trabalho, Débie!

Parabéns pela tua luta, tua força, teu amor e pela Cecília!!! Ela é linda!!!

Beijos,
Bru

23 comentários:

  1. Incrível com já li e reli os relatos da Débie e cada vez que releio a emoção é de como se fosse a primeira vez, cada vez que leio, choro mais... Essa semana ela fez aniversário e a única coisa que posso desejar a ela, é força a cada dia, para cuidar da Batatinha e ajudar, dar esperanças as mães que a procuram sem esperança nenhuma... Se a Cecília é um Querubin, com certeza sua mãe é um ANJO!!!
    Te adoro amiga.

    ResponderExcluir
  2. parabens Cecilia e papai e mamaãe pela historia de luta vencida... me emocionei muito com os relatos principalmente por ela ter a idade semelhante com a minha Gigi

    ResponderExcluir
  3. Incrível como parece que choro cada vez mais a cada vez que leio a história da Débie. E olha que já li váaaarias vezes!
    História linda, cheia de amor e que me inspira e me ajuda a lidar com a HDC todos os dias...
    A Débie é um anjinho! Sem dúvidas!
    Monique.

    ResponderExcluir
  4. Nossa q história de vida...
    Mãe q é mãe não tem como não chorar lendo esse relato...
    Fico muito feliz por essa lindinha ter vencido
    Deus é é maior q tudo!
    Parabéns aos 3 guerreiros dessa história!
    Priscila.

    ResponderExcluir
  5. linda estória, parabéns mamãe .

    ResponderExcluir
  6. Linda história de superação.
    Não tenho palavras para descrever o que senti lendo isso, a Cecília com certeza é um milagre de Deus. E a Débie é uma guerreira cheia de força!!!
    Parabéns Débie por essa pequena guerreira que tens...
    Bjus

    ResponderExcluir
  7. Querida Débie e querida Cecilia, nem as conheço e já ficou louca de vontade de dar uns abraços bem apertados em vcs! É incrível como Deus consegue dar força diante de tantas dificuldades, e que bom que o final dessa história, ou inicio de mais uma linda história seja assim, feliz! Parabéns Débie por superar e ter essa bênção que é tua filha! Um grande beijo em vcs.

    ResponderExcluir
  8. E-m-o-c-i-o-n-a-n-t-e!Parabéns pela força!Tu filha é uma fofa!!Bjs Paola

    ResponderExcluir
  9. É dificil..não chorar com essa linda historia de amor e fé, a gente que ´mae sabe como é dificil esses momentos..parabéns pela força e coragem..tua historia faz problemas que parecem enormes se transformam em tão pequeninos..essa menina veio pra voces mesmo, cumpriu e atravessou todas barreiras pra ficar nessa familia..bjooos e muitass felicidades..

    ResponderExcluir
  10. Muito linda a história da Cecília, me emocionei, e e ela é uma garotinha linda!! beijos

    ResponderExcluir
  11. Comecei a ler e ame sentir muito curiosa sobre o final, imaginei que só podia ter um final feliz! Queria ir pro fim, pq pensei que lá estaria a foto da Cecília linda e feliz. Mas me segurei e li tudinho sem correr na frente. E qdo chego lá vejo quem??? A pequena e seu anjo guardião! É bem assim, aprendemos com o que a vida nos oferece, lutamos e alcançamos os objetivos. Nem sempre é fácil, e para alguns é muito mais dificil. Mas não há recompensa maior que o sorriso de uma criança. Me emocionei com a história, consegui me transpostar lá pro hospítal e quase senti a tua angústia... É duro! Hoje vcs são vitoriosos! Desejo que sejam imensamente felizes com a "batatinha" linda de vcs!!! Grande e fraternal abraço, Sandra

    ResponderExcluir
  12. Bábi, obrigado por sempre lutar ao meu lado, nunca me deixar desanimar, e por ser a mãe que tu és! Nossa filhota é maravilhosa, e nos fará cada vez mais felizes! Nossa luta foi árdua, longa e desgastante, mas juntos conseguimos e continuaremos conseguindo vencer os obstáculos! Sou muito feliz por poder chegar em casa todos os dias e encontrar os dois tesouros que Deus me deu! AMO VOCÊS!

    Rafa - papai da Cê.

    ResponderExcluir
  13. linda a força dessa família!Me emocionei ao ler aqui no trabalho

    ResponderExcluir
  14. Eu gravida de 35 semanas. Não tenho como não me emocionar com a essa história.
    Com a graça de Deus deu tudo certo.
    abcs pra vocês.

    ResponderExcluir
  15. Bruna, fico feliz e agradeço por ter divulgado nossa história aqui no blog. A HDC é uma má formação dita rara q na minha opinião não anda tão rara assim e que merece tda a atenção devido ao alto índice de mortalidade. Como disse meu marido Rafa no comentário aí em cima, foram dias muito dificeis pois nao sabiamos como tdo terminaria. Mas Deus esteve sempre junto a nós e nos deu a graça de ver nossa C 100% recuperada. Ela é a razão do nosso viver. Digo sempre que além de uma família somos uma equipe... Foram 76 dias longe de casa, mas juntos. Sem o Rafa ao meu lado, nao sei se teria tido forças. Obrigada pelo carinho e atenção de tdos! Beijao

    ResponderExcluir
  16. Bru, chorei muito, que lindo este relato. Com certeza o mais lindo do Mãe Amiga!!!
    Estou até seguindo a Débie, quero acompanhá-la!
    Beijos Ca

    ResponderExcluir
  17. Cada paragrafo eu ficava com o coraçao na mao!e no fim,Q luz!
    Debye,admirei do começo ao fim tua força e ate os seus medos.E hj vc pode ser brindada com o lindo sorriso de sua filha!parabens!

    ResponderExcluir
  18. Que história mais linda! E o melhor de tudo foi o final feliz! Parabéns pela princesa, Débie.
    bjs

    ResponderExcluir
  19. Emocionante.. que historia linda, nao tem como não se emocionar!!
    Deus abençoe vcs.. bjos!

    ResponderExcluir
  20. Emocionante... ter um bebe na NEO e' o momento mais triste da vida da gente e quando ele sai da NEO e' o momento mais feliz tambem!!!

    ResponderExcluir
  21. Oi Debie! Sou irmã da Bruna.
    Achei muito linda e emocionante a história de vcs.
    Parabéns pela força que tiveram.
    Que Deus continue abençoando vcs!!
    Muita saúde pra Cecilia, que achei muito fofa na foto. Tem um sorriso muito lindo!!!
    Beijos

    ResponderExcluir
  22. Estou muitíssimo emocionada com sua história. Isso prova mais uma vez que o nosso Deus é fiel! Você é uma mãe mais que especial. Sucesso para essa linda menina(heroína)e para seus heróis(pais). Em novembro passado passamos pela 1ª vez, por um problema bastante sério envolvendo gravidez. Minha irmã caçula estava grávida de 1 mês e eram gêmeos e a felicidade foi contagiante na família, infelizmente, para nossa tristeza era uma gravidez tubária e ela teve q se submeter a uma cesariana. Tamanha foi a nossa, e maior ainda a dela e a do esposo. Sei que Deus está no controle de tudo, mas ainda assim, não consigo parar de pensar nesse momento triste que maltratou meu coração. Tenho fé que no momento certo Deus vai dar a eles um grande presente que é o desejo de ter um bebê.

    ResponderExcluir

Fico muito feliz com seu comentário! :)