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Mãe Amiga: Tânia Picon

Quando pedi pra Tânia um relato dela, imaginei que fosse ser lindo. Mas não esperava chorar quando lesse.

Lembro de conhecer a Tânia através do meu blog como várias outras meninas, mas ela fez diferente. Trocávamos e-mails, falávamos de coisas mais particulares e aos poucos fomos nos aproximando.

Ela também faz parte do Gente Miúda e posso garantir pra vocês que o relato dela é de chorar. Vamos ler?


"Ser mãe. Hoje eu tenho a impressão de que eu nasci para isso, de que a minha vida de verdade só começou no momento em que as minhas filhas nasceram, que antes era apenas um ensaio.

Quando eu tinha 29 anos, em fevereiro de 2007, meu marido disse para eu parar de tomar a pílula. Éramos noivos e morávamos com os meus pais, tínhamos aberto o nosso consultório há poucos meses e nossa condição financeira não era das melhores. Não era a hora de sermos pais, eu sei, mas parece que ele pressentia as dificuldades. Ele disse: “tu já vai fazer 30 anos, depois fica mais difícil engravidar.”

Um ano passou... E nada de bebê. Ele tinha varicocele, sabia há alguns anos, fez um espermograma e deu alterado. Então operou.

Agora temos que esperar, os médicos diziam. Mais seis meses, depois mais seis... E nada de bebê. Nesse tempo eu fui a várias ginecologistas (três) e contei a minha história. Todas diziam que se eu menstruava regularmente estava tudo bem comigo, e que só me restava esperar.

Esperar e esperar. Pelo menos nesse tempo fomos crescendo profissionalmente.

Um dia, meu marido chegou no nosso consultório e disse: “achei nosso apartamento, acabo de passar por ele.” Detalhe: não estávamos procurando. Então fomos olhar, não custava nada, (eu, ele e meu pai) e nos apaixonamos. O financiamento tínhamos condições de assumir, mas a entrada? Meu pai disse que conseguiria uma parte, mas e o restante?

Então, saindo do apartamento, ainda com a corretora, encontramos a minha avó, a “vó Lia”, caminhando na esquina do prédio, e ela também quis olhar. E depois, ao sairmos ela disse: “Eu tenho dinheiro. Dou para vocês com uma condição, a que vocês se casem, mas pode ser só no civil.”

Então nos mudamos em setembro de 2007. E em dezembro nos casamos. No civil, numa cerimônia na casa dos meus pais, não tínhamos grana para bancar festão. Uma festa só para a família (isso deu quase 60 pessoas), mas que foi muito bonita.

Em 2008 nossa condição financeira melhorou.

Agora estávamos bem, mas e o nosso bebê, cadê?

Começava a ver grávidas em todos os lugares, e às vezes, dependendo do meu desânimo, nem conseguia olhar muito para crianças pequenas. Eu também queria, e muito.

Os anos foram passando, ao todo 3 anos e meio, até que eu engravidasse. Mas vou confessar que apesar das lágrimas, eu nunca perdi as esperanças.

Antes de tentar engravidar, eu sonhei com as minhas filhas. Eram duas meninas e na época pude ver bem seus rostinhos, hoje não me lembro desses detalhes. E foi um sonho tão forte que eu acordei com a sensação que teria duas meninas. Como elas eram diferentes e tinham tamanhos diferentes, nunca me passou pela cabeça que seriam gêmeas. Mas eu sempre dizia: “vou ter duas filhas.” E foi essa certeza que não me deixou desanimar por muitas vezes.

Cansada de esperar, esperar, como as ginecologistas diziam, eu fui a uma clínica de fertilidade. Já no meu primeiro exame, um raio x de contraste do útero, algo que nenhuma das médicas anteriores tinham sequer citado, apareceu uma alteração. Então marcamos uma videolaparoscopia exploratória para ver o que era, porque segundo a médica podia ser até ar. Mas não era. Descobri que eu tinha endometriose em março de 2010, e ela foi toda cauterizada nesse procedimento.

Quando acordei da anestesia o médico disse que eu estava apta a engravidar naturalmente, mas como o problema do meu marido persistia optamos pelo tratamento. A médica disse: “não é impossível engravidar, mas é bem difícil.” E depois de três anos de espera, não queríamos mais esperar.

Começamos o tratamento em abril de 2010. O pior do tratamento não são as injeções de hormônios, nem as múltiplas ecografias intravaginais que são um saco, nem as visitas frequentes a clínica, o pior é a expectativa que o tratamento gera. A cada mês de tratamento a esperança renasce, esperança que no meu caso se apagou três vezes, nas três tentativas de inseminações. Foi bem triste.

Então fomos tentar a fertilização. Procedimento mais caro e mais invasivo. Mas dessa vez foi diferente para mim: eu tinha certeza. Era algo muito forte. E quatro pessoas, que nem sabiam que eu estava tentando engravidar, me disseram que sonharam que eu estava grávida.

Para mim todos esses sonhos eram mensagens de Deus. Era ele dizendo: “calma, não perca as esperanças, vai dar certo.” Hoje eu sei que demorou porque não era o momento certo. Hoje eu sei, mas foi difícil passar por essa espera.

Aspirei os óvulos em 11 de setembro de 2010. Seis no total, desses um imaturo, e três fertilizaram. O engraçado é que acordei da sedação dizendo para o meu marido (eu sabia que pela minha idade a clínica só implantaria dois): “Três vão dar certo. Coitadinho do terceiro, vai ficar sozinho congelado.” E realmente foi o que aconteceu, e ele ainda está lá, congeladinho a nossa espera.  No dia 13 de setembro de 2010 minhas bebês foram implantadas. A gente conseguiu ver tudo. Eram dois pontinhos de luz que entravam no meu útero, dois pontinhos de luz que se transformariam nas minhas bebês, a Lia e a Melissa.

Doze dias depois eu faria o exame de sangue de manhã e a tarde a médica ligaria para dar o resultado. Eu lembro de estar com cólica nesse dia e por isso acreditar que a minha mestruação estava vindo. E nesse dia chorei muito. Estava péssima, sem paciência, até briguei com meu pai no almoço. Mas a noite compensei e voltei para a casa dele com a melhor notícia do mundo.  

Á tarde, quando o telefone tocou, eu fui tomar banho para que a água abafasse o novo “não” que receberíamos. E meu marido foi atender. Logo depois ele entra no box de roupa e tudo e me abraça pulando como um louco dizendo: ‘deu positivo! E a médica disse que tu está gravidíssima! Pelo valor ela acha que são dois!”

Tânia com 30 semanas de gestação e o papai

Papai Fred com a Lia e Mamãe Tânia com a Mel.

E foram. Duas. Hoje tenho as minhas amadas bonequinhas, que são a razão da minha vida. Um dia sonhei com as minhas filhas e hoje elas estão aqui."

Agora as meninas têm 9 meses e são essas fofuras que vocês estão vendo aí!
Tânia e Fred, parabéns pela dedicação, força de vontade e paciência entre tantas tentativas. O resultado mais que compensador, está aí nos braços de vocês agora!

Me contem, o que acharam desse lindo relato de hoje?!

Quer me enviar o seu? Clica aqui! Não importa o assunto, vamos conversar, quero conhecer a sua história também!!

Beijo,
Bru.


8 comentários:

  1. Que lindo esse espaço Bru... sempre pensando nos outros e tentando mostrar novas historias, parabens pela iniciativa.

    lindo relato e parabens à Tania pela linda familia!!!

    bjao

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  2. Ai Bru de chorar mesmo, da pra sentir o que ela passou mas no fim deu tudo mais do que certo!!! Bjs

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  3. Não tem como não chorar!
    Linda história parabéns...

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  4. Lindo Bru, demais!! Me emocionei, realmente. Dois presentes maravilhosos de Deus!

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  5. Lindo relato, adorei conhecer um pouco da história da Tânia!!!
    beijos

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  6. Linda a historia da Tânia!!

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  7. Lindo Bru... adorei!! Beijoos
    http://www.antonellaesuaboneca.blogspot.com/

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Fico muito feliz com seu comentário! :)