Buscar

Seguidores

Visitas



O Relato do Parto

Como eu havia dito antes aqui no blog, eu tinha uma cesárea marcada, mas não divulguei a data nem local, apesar de estar marcada, não, eles não nasceram no dia marcado. Também não nasceram antes desse dia, nasceram depois. Pra quem não sabe da história, não deve estar entendendo nada que eu to falando... vamos começar, mas já aviso que o post é daqueles que vocês adoram ler, enorme.

Meg e Eu, no dia 10/03
10/03 – Haviam me pedido – na emergência quando fui durante a semana pois havia saído o tampão – que eu fosse nesse dia fazer uma avaliação com a obstetra (pela 3ª vez e sempre me diziam pra aguardar mais), já que eu já estava de quase 39 semanas e com a barriga extremamente pesada e já sem condições de continuar.
Fui pra avaliação já sem esperanças de marcarem qualquer coisa, porque como eu chegava com uma ‘cara boa’, sempre simpática (#not). Naquele dia fui “de cara lavada” e fiquei fazendo cara de dor desde que coloquei o pé dentro do hospital, mesmo não sentindo nadinha de dor, só desconforto por causa do tamanho e peso da barriga. Fui uma das ultimas a ser chamada. Quando vi que quem me chamou pra ‘avaliação’ foi uma estudante e não uma obstetra residente, já não gostei... por sorte, acabei ‘conquistando’ o coração das duas médicas residentes que estavam supervisionando os estudantes naquele dia, então quando a estudante levou “o meu caso” pra elas, já me conheciam e estavam apavoradas com o tamanho da minha barriga (nas fotos parece ser menor do que tava, eu realmente tava ENORME). Resultado: Saí de lá feliz da vida com a requisição pra parto no dia seguinte, 11/03 às 8h30.
Fiz jejum de 9 horas, liguei pra minha irmã que mora em Curitiba pra vir pra Poa já que era ela que assistiria o parto. Pra minha “não-surpresa”, não foi marcada cesárea e sim internação pra indução de parto normal.

11/03 – Cheguei no hospital pra baixar e com uma certa insegurança por saber que o parto seria induzido, pela primeira vez senti o tal “medo do parto”, já que antes o meu medo era somente de colocar em risco os meninos, mas não tinha medo de sentir dor ou coisa parecida. Nesse dia, tive. Quando cheguei lá na emergência obstétrica, fizeram alguns exames e disseram que a maternidade estava superlotada e que não teria como eu fazer o parto aquele dia, já que seria um parto eletivo. Pirei na batatinha, não sou de fazer escândalo, mas fiz um pequeno auê com a médica que me disse isso, então ela disse que teria que falar com o chefe da obstetrícia pra saber qual seria a atitude a ser tomada, já que todos sabiam que os meus meninos estavam muito grandes já. Saí do consultório e fui pra sala de espera, onde tinham mais 3 grávidas na mesma situação que eu – eu era a única gestante gemelar – e todas elas estavam reclamando da mesma coisa. Todas nós estávamos já com a bolsa dos bebês, lembrancinhas, etc... Enquanto aguardava, liguei pra duas amigas minhas que têm acesso aos médicos do setor desse hospital, e expliquei o que estava acontecendo. Uma delas me ligou depois de um tempo dizendo que realmente não iriam me baixar naquele dia, porque estava tudo lotado. Pra minha surpresa, a tal médica me chamou depois de um tempinho e disse pra eu retornar a tarde, pra internar, já que teriam algumas altas ao meio dia e abririam alguns leitos vagos. Foi isso que fiz. Fui pra casa almoçar, descansei um pouco e voltei pro hospital. Me levaram pra sala de preparação e depois passei a tarde na sala de pré-parto. Ficaram monitorando a minha pressão e descobri que só me internaram porque eu tinha conhecidos dentro daquele hospital e que caso viesse a acontecer algo comigo eu poderia comprometê-los.
Acabei ficando o dia todo na sala de pré-parto, à noite trocou o plantão e uma médica muito querida assumiu. Ela veio falar comigo e dizer que em tese eu poderia esperar mais uma semana, mas que achava que se eu entrasse em trabalho de parto espontâneo não iria demorar muito, porque já tava mais do que na hora de ganhar os bebês. Aí pedi que não induzissem o parto porque eu tava bem nervosa com isso e ela disse que não iria fazer isso comigo pois eu tinha só 2cm de dilatação e seria muita judiação, porque pelo tamanho deles, eu ia acabar ganhando de cesárea no fim das contas, então a indução seria desnecessária. Então me disse que colocaria como procedimento a cesárea pro meu caso e pediu que eu fizesse alguns exames e por isso passei a noite no hospital.

12/03 – Comecei a achar estranho que durante a madrugada eu pedi água pras enfermeiras, e elas não podiam dar nada pra mim, logo pensei q fosse por causa de alguma cesárea marcada, mas achei estranho não me avisarem. Confirmando as minhas desconfianças, às 8h foi uma enfermeira me buscar no quarto e levar novamente pra sala de pré-parto e eu sem saber de nada. Chegando lá, questionei os médicos que eu já conhecia, e confirmaram que eu faria uma cesárea já que o C.O. (Centro Obstétrico) estava vazio e dava pra fazer tranqüilo. Pedi que avisassem a minha família e em 15 minutos já estavam todos no hospital. Quando levantei da maca pra ir pra sala de parto, minha bolsa estourou, ou seja, era o dia de ganhar MESMO.
Comecei a ficar um pouquinho nervosa quando vi a quantidade de tubos e adesivos, pinças, etc, ali por perto e pensando que em menos de 1 hora eu estaria com meus filhos que esperei por longos 9 meses – quase 39 semanas - nos braços.
Às 9h começaram com a preparação em mim, um tempo depois fui anestesiada (tomei a raquidiana) e começaram a cesárea propriamente dita. Minha irmã o tempo todo do meu lado conversando altos papos e eu ouvindo a insatisfação das médicas em estarem fazendo cesárea sendo que poderia ter sido parto normal. A minha barriga tava tão grande que a médica subiu numa banquetinha pra conseguir alcançar direitinho, mas ela era baixinha também ;)

Pedro e Mamãe no primeiro olhar
Avisei a médica quem estava de cada lado da barriga e ela me avisou que o primeiro a nascer seria o Pedro que estava do lado esquerdo. Foi sofrido pra ele nascer, tanto que ele ficou com o rostinho vermelho na hora, porque ele estava muito encaixado e foi difícil de tirar ele da minha barriga, dava pra sentir o clima pesado que ficou na sala de parto naquela hora, o Pedrinho não havia jeito de querer sair do quentinho... Logo após minha irmã é chamada pra ficar nos meus pés pra ver eles saindo da minha barriga. Em seguida, às 9h38 escutei o choro do Pedro e logo depois, às 9h39 já veio o chorinho do Lucca. Minha irmã veio correndo me dizer, chorando, que eles eram perfeitos e tava tudo bem. Eu, chorando que nem louca, disse pra ela ir ficar com eles. Comecei a rezar agradecendo que tinha dado tudo certo e dediquei eles à minha avó, que sempre quis ter netos gêmeos, e hoje cuida da gente lá de cima junto com o meu pai.
Lucca e Mamãe no primeiro olhar

De repente, quando menos espero, surgem dois médicos com eles nos braços chamando a mamãe pra conhecer. Aí meus queridos leitores, eu não sei descrever o que eu senti, comecei a contar os dedinhos, olhar tudo pra ver se tava “tudo no lugar”. Conversei com eles dizendo que os amo e que agora a nossa vida estava começando pra valer. Depois fiquei esperando terminar a cirurgia e fui pra sala de recuperação. Fiquei lá por 2horas, já com os meninos nos braços o tempo todo e fomos pro quarto.


                                                  

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:

Como eu vivi tanto tempo sem o Pedro e sem o Lucca? E sem sentir esse amor arrebatador que não se explica?!

Beijos,

Bru

7 comentários:

  1. Eita que relato heim! Mas vc estava em hospital particupar? Achei um absurdo ficarem sem te dar a devida atenção... Fiquei curiosa, rs... Seu esposo não quiz assistir o parto?

    Mil beijos...

    ResponderExcluir
  2. Oi Bru!!!!
    Obrigada por compartilhar conosco todo o relato sobre o parto! Adorei!
    Bjao

    ResponderExcluir
  3. Oi Bru,tava com saudades de ler seus posts!!
    bju pra os 3!=)

    ResponderExcluir
  4. Não tenho nem o q dizer... só to com os lhos cheios de lágrimas de emoção, e imaginando quando esse dia chegar pra mim. Desejo toda a felicidade do mundo à vcs, nessa nova fase da sua vida! Beeijos

    ResponderExcluir
  5. Emocionante ler tudo isso!

    Beijos

    ResponderExcluir
  6. Passei por esses momentos junto contigo, mas lendo o que tu escreveu não tive como não chorar né?
    Esse dia vai ficar marcado na minha vida.FOI UM PRESENTE E TANTO O QUE TU ME DEU.
    AMO DEMAIS ESSE TRIO.
    BEIJÃO!!!

    ResponderExcluir
  7. Oiii Bruna eu to boba com tanta coincidencia que temos, cada hora que leio uma coisa no seu blog eu tenho algo parecido. Espero que minha gravidez seje tão especial quanto a sua parabéns por tudo que vc escreve walkiria

    ResponderExcluir

Fico muito feliz com seu comentário! :)