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Maternidade Nutella?

Acredito que muitas pessoas não curtam muito as minhas publicações nas redes sociais porque geralmente apareço arrumada, não tenho 30 "stories" no final do dia cheio de caos e gritaria, tenho alguns, mas não filmo o dia inteiro.

Há 7 anos criei o blog e em seguida o grupo de mães do Gente Miúda. Desde que eu me mudei pra Curitiba o grupo não existe mais, lá haviam muitos desabafos de mães cansadas e insônes, caos materno, mas também existiam mulheres que falavam sobre relacionamento, beleza, empreendedorismo, etc.

Nesta época comecei a compartilhar mais sobre a minha vida pessoal e recebi diversos e-mails de pessoas que me agradeciam por incentivar um lado mais "bonito" da maternidade e até mesmo do nosso lado mulher.

Esse lado existe, porém não é bem visto.

Já repararam no quanto os perfis de "maternidade real" bombam? O quanto os textos falando sobre o caos materno são compartilhados? Sim, são muito³ vistos e nos comentários vejo sempre "ai que bom ler isso e ver que não sou a única" ou "agora sim alguém falou como é de verdade". Como assim gente?? O que mais tem por aí é gente escrevendo sobre o caos, não é difícil encontrar.

Aí vocês me perguntam se minha casa não é assim também, e sim! É! É uma loucura! Eu não durmo há 2 anos, Vitor e Heitor aprontam tudo e mais um pouco, não têm paciência com nada, fazem escândalo na rua, Pedro e Lucca me testam todo santo dia, me irrito na hora da tarefa muitas vezes, grito o dia inteiro, brigo com todo mundo, me sento e choro, a casa vive suja, tenho que comer em pé na cozinha pros bebês não verem, etc... Mas, até que ponto é necessário postar esse tipo de coisa? Ou pelo mesmo falar SOMENTE sobre esse lado? É importante sim falar que passamos por esses desafios diários, porém também acredito ser importante falarmos sobre o outro lado... e é nesse ponto que quero chegar.

Diante de tanta "realidade amarga" como eu li esses dias, não seria melhor compartilhar um lado mais gostoso? Um texto que inspire as mães a verem as coisas pelo outro lado?
Se uma amiga vai chorar no teu ombro sobre uma tristeza, você vai falar um monte de coisas ruins ou vai faze-la olhar a situação com outros olhos e levantar a auto-estima dela?

É óbvio que nós vamos ser empáticas e tentar ajudar sendo positivas, vendo sempre o lado positivo das situações, pelo menos eu sou assim. Não gosto de me queixar porque não me sinto nesse direito. Tenho 4 filhos saudáveis, que não precisam de nenhum acompanhamento médico grave, temos uma casa pra morar, comida na mesa e uma família maravilhosa. Parece pouco? Mas não é! E posso dizer mais? É um SA-CO conversar com alguém que só reclama. 

Acredito que está faltando pessoas que incentivem outras mães a se cuidarem, por isso faço esse trabalho de empoderamento materno. Quando falo em se cuidar, falo não somente de maquiagem, falo em passar um hidratante cheiroso, pentear os cabelos e testar coques diferentes passar um perfume gostoso, pintar as unhas quando tiver um tempinho e lembrar-se disso. Deixa a louça na pia, diz pro marido fazer isso e vai te cuidar. Não tem um marido? Eu também um dia não tive, e uma vez por semana depois que Pedro e Lucca dormiam, fazia a minha unha eu mesma. Faço isso até hoje e até já mostrei num post aqui do blog como eu fazia (clica aqui pra ver). Esses tempos atrás fiz um post no meu instagram falando sobre isso e recebi várias mensagens privadas agradecendo, pois era o que estavam precisando: incentivo.

Concordo com muita coisa que é escrita pelas "maternidades reais" por aí afora, porque a vida não é um mar de rosas, mas por que não podemos incentivar as mulheres que tanto sentem falta de si mesmas, a olhar-se no espelho e ver aquela mulher que ainda existe ali embaixo daquele sutiã de amamentação, atrás das olheiras e do coque? Vamos nos cuidar amigas, vamos ser mais gente e isso não significa ser menos mãe! Isso não significa não priorizar os filhos, porque uma família feliz precisa de mães realizadas e felizes também! Eu brinco com meus filhos o dia todo, faço almoço e janta, cuido de roupa e limpeza da casa, não tenho diarista nem mensalista nem uma vez ao ano, mas isso não me impede de reservar 15minutos pra passar um creme no rosto enquanto eles mamam a mamadeira nos berços, dou uns brinquedinhos pra eles brincarem nos berços e em 10min tô maquiada, hidratada e cheirosa (e modesta)! :))

Pra fazer chapinha e a unha, faço quando estão dormindo, com o tempo a gente aperfeiçoa e faz tudo rapidinho!

Espero ter dado um incentivo à vocês porque muita gente me pede esse tipo de post!

Maternidade Nutella ou Maternidade Raiz? Não importa! Importa é que estejamos felizes com a nossa realidade e se isso não está acontecendo, que façamos algo pra tentar mudar isso e não somente leia textos dizendo que "é normal... vou continuar assim..."!

Por mais amor na maternidade, gente!

Beijo,
Bru,

{Terça Insana} - Sobre acreditar...

Como é bom ser criança né?! Em tempos difíceis como esse que estamos vivendo, politica e financeiramente falando, o brasileiro é levado a desacreditar de tudo, sobrou até pro coelhinho da Páscoa, Papai Noel e sua turma.

Vi várias pessoas falando que são contra o consumismo e que por isso contaram aos seus filhos que não existe nada dessas crendices e nem chocolate deram na Páscoa para que entendessem que não é esse o símbolo da data.

Menos né gente, menos. Eu me indignei com algumas coisas e resolvi escrever sobre isso.
Cada um sabe o que faz com seus filhos e o que dá a cada um deles. Concordo que o significado da Páscoa, para quem é católico claro, é muito maior, nem se compara a um chocolate, assim como no Natal também. Dia das mães, dos pais... são datas comemorativas porém exclusivamente COMERCIAIS e mesmo assim temos o costume de presentear. Não estou falando em dinheiro, eu mesma nessa páscoa fiz os ovos de chocolate dos meus filhos porque não teria como comprar, estou falando do gesto.

A infância está cada vez mais curta. Tudo está sendo muito acelerado. Lembro das minhas Páscoas, Natais, Dias das mães, dos pais, das crianças, enfim... lembro com muito amor, muito carinho. Lembro da minha expectativa pra ver as pegadas do coelhinho no Domingo de manhã, de esperar o Papai Noel e escrever cartinhas pra ele. São lembranças que a gente leva pra vida.
Criar lembranças faz parte da infância, faz parte da nossa imaginação.


Faço questão de criar essas memórias nos meus filhos. De enfeitar a casa, cantar musicas de coelhinho e papai noel, fazer uma mesa - simples - de café da manhã na Páscoa, incentivar desenhos e cartinhas, contar os dias que faltam no calendário, enfim... Isso não tem nada a ver com consumismo! Isso tem a ver com imaginação, fantasia, infância!

Meus filhos sabem que os presentes de Natal e Páscoa NÃO são dados pelo Papai Noel nem pelo coelhinho, inclusive sabem o real significado de cada data. Nós falamos a eles que a gente dá o dinheiro pro respectivo personagem e ele compra. Ou seja, depende sim do nosso dinheiro, do comportamento deles para conosco e não para com o fulano. Este ano nenhum ovo de Páscoa tinha brinquedo dentro e tudo bem pra eles, só não acho que porque a situação financeira anda crítica e que todos estejam muito politicamente corretos, que eu preciso arrancar a força a fantasia deles.

Deixem eles serem crianças! Acreditarem em inocentes coelhos entregadores de ovos e em gordinhos de vermelho com roupa de inverno em pleno verão! A infância passa tão rápido, a vida adulta é tão dura e cheia de boletos. Deixem eles aproveitarem a inocência.

Vai ter coelhinho, vai ter papai noel, vai ter tudo isso e se reclamar, vai ter até dois de cada (já que de duplas eu entendo!)

Gêmeos Separados na Escola: Como estão?

Quando eu estava grávida, li vários livros e artigos que falavam sobre a fase escolar dos gêmeos.
Como faltava muito tempo pra eu viver essa fase, não me atentei tanto ao assunto. Hoje em dia é exatamente essa a fase que vivo com o Pedro e com o Lucca.

Em 2014 eles começaram a frequentar a escolinha. Foram pro maternal I, maternal II e pré-escola. Lá era uma turminha de cada idade, portanto sempre ficaram juntos. Tinham amigos, brincavam separados, mas sempre de olho no que o outro estava fazendo e podendo a qualquer momento conversar com o irmão.

Meu marido e eu sempre defendemos a ideia de que eles ficariam juntos no ensino fundamental também. Não tinha discussão, era isso e ponto final. Víamos que eles tinham sociabilidade com as crianças independente de terem seu irmão na mesma turma. Até que veio a formatura do pré e os matriculamos numa escola "de crianças grandes" como eles dizem. A escola deles é de Ensino Fundamental e os mais novos são os alunos do 1º ano. Enquanto na outra escolinha eles eram os maiores, agora inverteu.

Quando fomos conhecer a escola, lembro de falar no carro ainda com meu marido "nada de separar eles! eles vao ficar juntos e pronto!". Só que não foi exatamente isso que aconteceu.

Quem nos mostrou a escola foi a pedagoga, então ela já tem conhecimento de causa, lá estudam mais gêmeos e todos estudam separados. Ela comentou conosco que seria feita uma adaptação da separação para que não fosse nada traumático, uma vez que seria muita novidade: escola nova, escola de crianças maiores, meio turno, aprendendo com livros e cadernos, separado do irmão, uma composição de sala diferente pois não seriam mesinhas de pré como antigamente, enfim, muita coisa nova.
Ela nos falou que o melhor a ser feito era separá-los para que eles pudessem desenvolver seus talentos e demonstrar suas dificuldades como crianças únicas. Meu maior medo era justamente o que li nos livros: que gêmeos quando estão separados tem um pouco mais de dificuldade no aprendizado.
Alegamos que eles têm personalidades distintas e que isso nunca foi problema, mas aceitamos numa boa a ideia, já que ela demonstrou atenção, conhecimento, cuidado e disponibilidade para qualquer coisa.

Desde então fomos preparando eles pra isso. Nunca os obrigamos a irem juntos num local. Se eu estava indo num supermercado sozinha, convidava eles. Quem queria, ia. Eles ficaram bem nervosos e ansiosos para o início das aulas, contavam os dias certinhos no calendário.


Até que chegou o dia 13 de Fevereiro, dia que as aulas começaram. Foram felizes e faceiros. Meu marido acompanhou o Lucca e eu acompanhei o Pedro. Eles sabiam que podiam fazer visitas esporádicas ao irmão na outra sala. E isso de fato aconteceu. Conversamos com as professoras para que permitissem essas visitas e nos avisassem qualquer intercorrência.
Nas primeiras duas semanas eles se visitaram muitas vezes, até que conversamos e dissemos que não poderia ser dessa forma porque atrapalhava a aula. Toda vez que um deles saía da sala de aula, acabava parando as atividades das turmas. Pedimos então que as professoras permitissem uma visita por dia, já que passam o recreio juntos. Aos poucos foram se acostumando e hoje em dia nem se visitam mais.

Cada um fez seus amigos mas sempre fazem questão de apresentar o irmão pra eles. Então todos se conhecem.

Hoje percebo que foi a melhor escolha. Trazem dever de casa parecidos, porém consigo perceber as dificuldades de cada um. As duas turmas de 1º ano tem exatamente as mesmas atividades, se tem passeio, saem juntos. A unica parte mais complicada são as reuniões de pais, já que são feitas separadas mas no mesmo horário. Da outra vez meu marido foi numa e eu noutra. Segundo a pedagoga, o assunto geral é o mesmo, e aí ao término da reunião, podemos falar em separado com a professora de cada um.

Estamos vivendo no dia-a-dia essa experiência e até o momento tem sido bem satisfatória.
Em tempo: a escola deles é municipal, então meus medos eram maiores ainda, pois muitas escolas não dão a atenção devida ao aluno.

Espero que continue dando certo! Com 4 filhos, a nossa atenção é redobrada com cada para que a gente não perca o fio da meada!

Querem ver mais da nossa rotina? Me sigam no Instagram: @mae_dequatro

Beijoca,
Bru.