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{Terça Insana} - Sobre acreditar...

Como é bom ser criança né?! Em tempos difíceis como esse que estamos vivendo, politica e financeiramente falando, o brasileiro é levado a desacreditar de tudo, sobrou até pro coelhinho da Páscoa, Papai Noel e sua turma.

Vi várias pessoas falando que são contra o consumismo e que por isso contaram aos seus filhos que não existe nada dessas crendices e nem chocolate deram na Páscoa para que entendessem que não é esse o símbolo da data.

Menos né gente, menos. Eu me indignei com algumas coisas e resolvi escrever sobre isso.
Cada um sabe o que faz com seus filhos e o que dá a cada um deles. Concordo que o significado da Páscoa, para quem é católico claro, é muito maior, nem se compara a um chocolate, assim como no Natal também. Dia das mães, dos pais... são datas comemorativas porém exclusivamente COMERCIAIS e mesmo assim temos o costume de presentear. Não estou falando em dinheiro, eu mesma nessa páscoa fiz os ovos de chocolate dos meus filhos porque não teria como comprar, estou falando do gesto.

A infância está cada vez mais curta. Tudo está sendo muito acelerado. Lembro das minhas Páscoas, Natais, Dias das mães, dos pais, das crianças, enfim... lembro com muito amor, muito carinho. Lembro da minha expectativa pra ver as pegadas do coelhinho no Domingo de manhã, de esperar o Papai Noel e escrever cartinhas pra ele. São lembranças que a gente leva pra vida.
Criar lembranças faz parte da infância, faz parte da nossa imaginação.


Faço questão de criar essas memórias nos meus filhos. De enfeitar a casa, cantar musicas de coelhinho e papai noel, fazer uma mesa - simples - de café da manhã na Páscoa, incentivar desenhos e cartinhas, contar os dias que faltam no calendário, enfim... Isso não tem nada a ver com consumismo! Isso tem a ver com imaginação, fantasia, infância!

Meus filhos sabem que os presentes de Natal e Páscoa NÃO são dados pelo Papai Noel nem pelo coelhinho, inclusive sabem o real significado de cada data. Nós falamos a eles que a gente dá o dinheiro pro respectivo personagem e ele compra. Ou seja, depende sim do nosso dinheiro, do comportamento deles para conosco e não para com o fulano. Este ano nenhum ovo de Páscoa tinha brinquedo dentro e tudo bem pra eles, só não acho que porque a situação financeira anda crítica e que todos estejam muito politicamente corretos, que eu preciso arrancar a força a fantasia deles.

Deixem eles serem crianças! Acreditarem em inocentes coelhos entregadores de ovos e em gordinhos de vermelho com roupa de inverno em pleno verão! A infância passa tão rápido, a vida adulta é tão dura e cheia de boletos. Deixem eles aproveitarem a inocência.

Vai ter coelhinho, vai ter papai noel, vai ter tudo isso e se reclamar, vai ter até dois de cada (já que de duplas eu entendo!)

Gêmeos Separados na Escola: Como estão?

Quando eu estava grávida, li vários livros e artigos que falavam sobre a fase escolar dos gêmeos.
Como faltava muito tempo pra eu viver essa fase, não me atentei tanto ao assunto. Hoje em dia é exatamente essa a fase que vivo com o Pedro e com o Lucca.

Em 2014 eles começaram a frequentar a escolinha. Foram pro maternal I, maternal II e pré-escola. Lá era uma turminha de cada idade, portanto sempre ficaram juntos. Tinham amigos, brincavam separados, mas sempre de olho no que o outro estava fazendo e podendo a qualquer momento conversar com o irmão.

Meu marido e eu sempre defendemos a ideia de que eles ficariam juntos no ensino fundamental também. Não tinha discussão, era isso e ponto final. Víamos que eles tinham sociabilidade com as crianças independente de terem seu irmão na mesma turma. Até que veio a formatura do pré e os matriculamos numa escola "de crianças grandes" como eles dizem. A escola deles é de Ensino Fundamental e os mais novos são os alunos do 1º ano. Enquanto na outra escolinha eles eram os maiores, agora inverteu.

Quando fomos conhecer a escola, lembro de falar no carro ainda com meu marido "nada de separar eles! eles vao ficar juntos e pronto!". Só que não foi exatamente isso que aconteceu.

Quem nos mostrou a escola foi a pedagoga, então ela já tem conhecimento de causa, lá estudam mais gêmeos e todos estudam separados. Ela comentou conosco que seria feita uma adaptação da separação para que não fosse nada traumático, uma vez que seria muita novidade: escola nova, escola de crianças maiores, meio turno, aprendendo com livros e cadernos, separado do irmão, uma composição de sala diferente pois não seriam mesinhas de pré como antigamente, enfim, muita coisa nova.
Ela nos falou que o melhor a ser feito era separá-los para que eles pudessem desenvolver seus talentos e demonstrar suas dificuldades como crianças únicas. Meu maior medo era justamente o que li nos livros: que gêmeos quando estão separados tem um pouco mais de dificuldade no aprendizado.
Alegamos que eles têm personalidades distintas e que isso nunca foi problema, mas aceitamos numa boa a ideia, já que ela demonstrou atenção, conhecimento, cuidado e disponibilidade para qualquer coisa.

Desde então fomos preparando eles pra isso. Nunca os obrigamos a irem juntos num local. Se eu estava indo num supermercado sozinha, convidava eles. Quem queria, ia. Eles ficaram bem nervosos e ansiosos para o início das aulas, contavam os dias certinhos no calendário.


Até que chegou o dia 13 de Fevereiro, dia que as aulas começaram. Foram felizes e faceiros. Meu marido acompanhou o Lucca e eu acompanhei o Pedro. Eles sabiam que podiam fazer visitas esporádicas ao irmão na outra sala. E isso de fato aconteceu. Conversamos com as professoras para que permitissem essas visitas e nos avisassem qualquer intercorrência.
Nas primeiras duas semanas eles se visitaram muitas vezes, até que conversamos e dissemos que não poderia ser dessa forma porque atrapalhava a aula. Toda vez que um deles saía da sala de aula, acabava parando as atividades das turmas. Pedimos então que as professoras permitissem uma visita por dia, já que passam o recreio juntos. Aos poucos foram se acostumando e hoje em dia nem se visitam mais.

Cada um fez seus amigos mas sempre fazem questão de apresentar o irmão pra eles. Então todos se conhecem.

Hoje percebo que foi a melhor escolha. Trazem dever de casa parecidos, porém consigo perceber as dificuldades de cada um. As duas turmas de 1º ano tem exatamente as mesmas atividades, se tem passeio, saem juntos. A unica parte mais complicada são as reuniões de pais, já que são feitas separadas mas no mesmo horário. Da outra vez meu marido foi numa e eu noutra. Segundo a pedagoga, o assunto geral é o mesmo, e aí ao término da reunião, podemos falar em separado com a professora de cada um.

Estamos vivendo no dia-a-dia essa experiência e até o momento tem sido bem satisfatória.
Em tempo: a escola deles é municipal, então meus medos eram maiores ainda, pois muitas escolas não dão a atenção devida ao aluno.

Espero que continue dando certo! Com 4 filhos, a nossa atenção é redobrada com cada para que a gente não perca o fio da meada!

Querem ver mais da nossa rotina? Me sigam no Instagram: @mae_dequatro

Beijoca,
Bru.

Sobre equilibrar pratos (parte I)

As vezes tenho a plena certeza de que eu deixo meu marido zonzo em casa. Penso demais, analiso mais ainda e falo pelos cotovelos as minhas mil ideias e filosofias maternais. Perdi muito o contato com amigas mães e acabo conversando com o maior interessado sobre o comportamento dos meus filhos, o pai deles, meu marido! :)

Esse não é pra ser um texto estruturado, com expressões bonitas e falas baseadas na psicologia infantil. É pra ser algo descontraído mesmo, um bate papo sobre como andam as coisas aqui em casa. 



Comecemos com o Vitor e o Heitor.

Os bebês fizeram 1 ano mês passado e estão passando por um daqueles amados saltos de desenvolvimento. Na minha opinião, é o pior deles. É muita coisa pra aprender ao mesmo tempo: falar, caminhar, personalidades aflorando, mudança alimentar, enfim... É muita informação pra cabecinha deles, então acabam ficando agitados, hiperativos, insones e irritadiços. Acontece que quando se tem dois bebês e dois maiores o buraco é mais embaixo. Não pra eles, pra mim!

Vitor e Heitor têm testado a nossa paciência aqui em casa. O dia é bem puxado, ainda não caminham, mas o tal do ranço tem sido visita frequente por esses lados aqui. É choro com manha, choro com sono, choro com fome, choro com tudo. Aí chega a noite, ahhh a noite, aquele momento unico e relaxante em que você faz seu bebê dormir, o põe no berço e ele dorme a noite toda. Só que NUNCA.
Não lembro a ultima vez que dormimos mais de 3 ou 4 horas seguidas. Estamos que nem zumbis em casa. Sabe quando tu te encosta e dorme até apoiado na parede? Somos nós.
Que essa fase passe logo porque nós realmente precisamos voltar a ser humanos.



Pedro e Lucca estão no 1º Ano do Ensino Fundamental e numa fase relativamente 'louca'. Estão pela primeira vez em turmas separadas, ou seja, dever de casa diferente, dificuldades diferentes, ideias diferentes.
Cheios de curiosidade e energia, nos perguntam sobre tudo o dia todo, as vezes recorrem a birra e eu recorro ao tablet quando a coisa aperta e preciso fazer os mais novos dormir, necessitando assim de alguns minutos de silêncio.

Por vezes sento e choro, sinto que estou pecando de algum lado.
Não gosto de chamar a atenção dos guris o tempo todo afinal, eles são crianças que têm energia, saúde, disposição e muitas curiosidades. Sinto que eu tinha que passar mais tempo com eles, então esses dias saímos nós 3 para um passeio só de mamãe e filhões. Foi ótimo, pude conversar com eles sem interrupções, no carro fomos conversando sobre as mais variadas coisas e eles adoraram!
Mas confesso que não é fácil, a gente se cobra muito. Percebo que estou sempre equilibrando pratos, quando um começa a querer cair, tenho que dar atenção pra girar novamente. 
Ano passado notei que eu delegava muitas coisas pro meu marido fazer e me distanciei demais deles. Devido a correria do dia-a-dia, acabava sempre falando "pede pro teu pai...", "ve se o pai faz..." e assim fui afastando meus filhos de mim. Hoje já parei com isso e deixo eles perceberem que os maninhos, agora maiores, também tem de saber esperar para que eu possa dar atenção aos maiores.

Pedro e Lucca nunca demonstraram ciúme ou qualquer coisa do tipo, nunca demos motivo para que isso acontecesse mas também nunca partiu deles reclamar de qualquer coisa. Muito pelo contrário, são os maiores parceiros que poderiam ter.



Estou vivendo uma fase complicada tentando me dividir em vários pedaços. Mãe do Vitor, mãe do Heitor, mãe do Pedro, mãe do Lucca, esposa, dona de casa, blogueira (esse ta em falta!), mulher.
Fase complicada porque está estafante não ter uma noite de sono, não conseguir me organizar direito, ter que tapear a limpeza da casa e fazer o basicão só pra conseguir viver. Aos poucos as coisas vão engrenando, mas tem dias que a vontade de fugir é grande.

Escrevi esse textinho meio sem eira nem beira pra mostrar que nem tudo são flores. Então, peguem meu bonequinho de Vodu e deixem ele dormir de boa uma noite inteira, tá? 

Beijinho e assim que possível escrevo aqui novidades. Me desejem sorte!
Bru