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Heitor e Vitor - O Parto

09/03/2016
Uma quarta-feira como muitas outras que começava comigo indo à obstetra para consulta semanal (já estava indo toda semana), neste dia entrei na 36ª semana.
Acordei me sentindo bem, fomos na médica, tudo certo comigo e com os bebês. Mal imaginava eu que seria a última consulta de pré-natal que eu teria. De lá fomos buscar a plaquinha da porta da maternidade e lembro da Fran (moça que fez o enfeite) me comentar que achava que eu não iria tão longe mais, já que eu estava enorme. Sinceramente, não dei muita atenção pois já havia escutado bastante isso, mas naquele dia fez sentido.

Passei o dia bem, como de costume, tirei algumas fotos em casa e comentei com meu marido "vou tirar uma foto com a plaquinha do hospital, assim como fiz com a do Pedro e do Lucca, quero garantir que eu estou grávida ainda!". A tarde meu marido foi trabalhar e eu fiquei descansando, eu tava bastante pesada e como a noite iriamos fazer compras, resolvi relaxar. De tardezinha meu marido buscou as crianças na escola e os deixou na casa da minha mãe para que fossemos ao supermercado. Chegando lá, passei o tempo todo tendo que me apoiar nas prateleiras porque sentia uma dor atrás nas costas e um cansaço extremo. Lembro que fomos inclusive no café que fica dentro do mercado, para que eu pudesse sentar e tomar um leite, pra ver se aliviava. Eu dizia pro Glaucio enquanto me apoiava no freezer das carnes "essa dor não é normal... não é a que eu sinto sempre..." mas ok, naquele dia mesmo tivemos a médica e vimos que estava tudo certo e que se fosse o caso deles nascerem, tava tudo pronto. Viemos pra casa, buscamos Pedro e Lucca na minha mãe, jantamos e fomos dormir.


10/03/2016
Rolei igual panqueca na cama e não conseguia achar uma posição pra dormir. Óbvio que se tratando de uma gravidez gemelar de 9 meses realmente seria difícil, mas parece que estava pior. Numa das "viradas" na cama, senti uma sensação estranha bem embaixo, na altura da marca do biquini, parecia que tinha torcido alguma coisa, logo em seguida sinto que estava com a perna molhada. Levantei num pulo (imagina eu igual uma bola levantando da cama em 2 segundos!), encosto na parte de dentro das coxas e sinto a água escorrer. Acordo meu marido dizendo "amor.... ta dormindo? amor?" e ele naquele sono invejável, até que eu digo "amor, acho que a bolsa estourou", em um segundo estava de olhos estalados me olhando, lembro dele rindo e dizendo "é sério? tá falando sério? como assim? tem certeza?".
Fui ao banheiro e esperei pra ver se saía mais liquido, dito e feito, confirmado. Isso foi às 1h15 da manhã, fui tomar banho e enquanto isso o Glaucio ligava pra minha médica, pra minha mãe ir ficar com os maiores em casa e pra minha irmã que estava do Espírito Santo e voltaria em algumas horas.


A água não parava de sair, parecia que a cada minuto saía um litro de líquido. Coloquei um vestido longo e uma toalha de banho no meio das pernas, cidade vazia de madrugada e eu me maquiando no carro pra não estar com cara de acabada (me julguem). Cheguei na maternidade às 2h da manhã e enquanto eu preenchia os papéis da internação, lavava o saguão com aquela água. Meu marido estava uma PILHA de nervoso, perguntando o tempo todo como eu tava. Avisou meu cunhado que por sua vez avisou minha sogra que os netos estavam finalmente chegando.

Fomos encaminhados pra sala de preparo, entrei sozinha para tirar minha roupa e encontrar minha obstetra. Fui pra sala de parto, conversando de boa, sem sentir uma dor sequer, mas estava ansiosa. Rezei muito, queria muito que esse momento fosse da mais plena paz pra todos nós.

A sala de parto estava uma folia, minha médica como sempre bem humorada, o pediatra um amor de pessoa só brincando conosco pra descontrair. Tomei a peridural.... e nada de fazer efeito, nada... nada... tira o marido da sala pra tomar outra anestesia, dessa vez a raquidiana, nada de fazer efeito, até que pronto, fez. Isso levou uns bons minutos. Pronto, marido na sala de parto, vamos lá!
E lá vieram, na maior paz do mundo, com a graça de Deus, mais uma dupla pra nossa vida!

Heitor chegou às 3h57 pesando 3,385Kg e 49,5cm
Vitor nasceu às 3h59 pesando 3,025 e 48cm

Ambos surpreenderam a todos com seus tamanhos, minha médica falava o tempo todo pra mim "Bruna, tu viu o tamanho deles?? Tu viu?? Preciso saber o peso deles, não to acreditando nisso!"

Disse pro meu marido ir lá ficar com eles enquanto elas terminavam a cirurgia. Detalhe: o tempo todo eu senti minhas pernas. Não adormeceu nada. Fui pra outra maca praticamente sozinha, sem ajuda das enfermeiras, que lembro que me diziam que eu sou muito forte, porque tava lá de boa com duas anestesias no lombo! Kkkkk

Fiquei na sala de recuperação por intermináveis 40min e de lá fomos nós 4 pro quarto. Ao chegar no quarto eu não falava nada com nada, efeito da anestesia. Chorava e dormia ao mesmo tempo. Lembro de estar ansiosa por um banho, era o que eu mais queria. Dei mamá pros bebês, coisa mais fofa, e depois com o auxílio da enfermeira tomei um banho que me relaxou muito e ajudou para que eu me sentisse melhor, só quem já teve filho sabe o quanto um banho após o parto faz bem (apesar de o banho em si ser péssimo... kkk)

O parto não foi como imaginávamos, com as nossas famílias nos esperando na sala de espera e etc, mas quer saber, foi melhor assim! Estavamos nós 4, curtindo aquelas primeiras horinhas juntos, e eu no pós operatório, achei melhor assim. No mesmo dia, às 16h era o horário de visita, onde a família pode ir finalmente conhecer, e chegou o momento que meu marido e eu mais esperávamos: o encontro do Pedro e do Lucca com o Vitor e o Heitor. Mas esse encontro vale uma postagem exclusiva.


Em breve volto com mais novidades e mais postagens, no meio dessa loucura que é a vida de mãe de quatro! :)

Beijo,
Bru.





Vitor e Heitor: 3 Meses

É de praxe falar que o tempo está passando voando, mas está de verdade!! Não ando tendo tempo pra nada, nem pra vir escrever pro blog. Quando tenho um pouco mais de tempo, não tenho inspiração pra isso.

Nas ultimas semanas fiquei doente, meu marido também. Pensem então como estava a minha casa, os pais doentes e 4 filhos pra cuidar! Pelo menos fomos nós e não as crianças doentes.

No último dia 10, Vitor e Heitor completaram 3 meses. Acho que era uma das datas que eu mais queria que chegassem logo! Ao mesmo tempo que eu vejo as fotos deles antigas e já bate uma saudadezinha....

Fomos jantar com amigos no nosso restaurante preferido, o Lellis. Pedro e Lucca quiseram ficar na vó Inês pra jogar no computador (coisa que eles adoram fazer).
Nesse ultimo mês, começaram a interagir cada vez mais. Sorriem bastante, se escondem, brincam com as mãozinhas. O sono também começou a melhorar, descobrimos que a posição que eles gostam de dormir é de BRUÇOS.
Sabemos também que essa posição é perigosa e só os deixamos assim durante o dia. À noite é conosco que dormem. Mas aos poucos está melhorando bastante. Acordam 1x pra mamar e as vezes nenhuma.

Compramos um tapete fofinho porém firme, para eles ficarem "praticando" durante o dia na sala de casa. Da ultima vez que colocamos, Heitor dormiu lá. Coisa mais fofa!

Semana passada fomos na pediatra e estas são as medidas deles com 2 e 3 meses:

Heitor com 2 meses:
Peso: 5,065Kg
Altura: 57,5cm

ATUALIZADO COM 3 MESES:
Peso: 6,010Kg
Altura: 62cm

Vitor com 2 meses:
Peso: 4,510Kg
Altura: 57cm

ATUALIZADO COM 3 MESES:
Peso: 5,705Kg
Altura: 60,5cm

Algumas fotos:






Ensaio New Born - Minha experiência

Quando ficamos grávidas, logo nos encantamos com os ensaios fotográficos oferecidos nessa fase. Seja o ensaio gestante, família, new born, rotina, entre outros. Quem me conhece sabe o quanto eu adoro fotos, registro tudo desde sempre. Graças aos meus registros lembro de muita coisa. Já publiquei aqui no blog meus dois ensaios de gestante (um que uma amiga fotografou e o outro que a fotógrafa Ana Lemos fez), os ensaios mensais do Pedro e do Lucca com a Giselle Sauer, as fotos do aniversário de 1 ano, batizado, enfim...
De todos ensaios disponíveis o que eu sempre fui meio avessa a fazer era o newborn. Por vários motivos como considerar o bebê muito pequeno para aquela quantidade de poses e etc, quando são em estúdio acho pior ainda por ter que tirar a criança do seu ambiente para fotografar, a mãe ainda está em pós operatório, etc.

Quando eu ainda estava grávida, recebi um convite para fazer o tal ensaio newborn do Vitor e do Heitor. Logo que vi a publicação (foi num grupo do Facebook), não curti muito, mas conversando com a fotógrafa, avisei que antes de 10 dias de nascidos eu não faria nada, que teria que ser na minha casa e conforme a nossa disponibilidade. As minhas condições foram aceitas até então.

Chegado o dia, não fazia frio, estava uma temperatura agradável. A logística aqui em casa é grande. O combinado com a fotógrafa era que tiraríamos fotos de família também, nós seis, então tivemos que nos arrumar, arrumar o Pedro e o Lucca e deixar os bebês já mamados e dormindo (arrumamos os maiores pra que eles saíssem em DUAS fotos somente, raiva me define). Programei as mamadas certinhas pra que eles não se estressassem, acontece que a fotógrafa que era pra chegar às 14h chegou perto das 17h! Acabou atrasando por motivos dela, todos estamos sujeitos a imprevistos, o problema é quando temos 4 crianças prontas esperando por um compromisso, e dois adultos querendo fazer outras coisas e tendo que esperar por uma pessoa, a coisa complica.

Tudo certo, chegou, higienizou as mãos, colocou máscara já que os bebês estavam com nariz um pouquinho entupido.
O fundo da foto teria que ser branco segundo eles, porém na semana anterior eu já havia mandado fotos da minha casa para que vissem e se organizassem quando ao fundo a ser utilizado e sabiam que eu não tinha nenhum fundo branco. Tive que tirar a colcha que eu usava no berço dos meninos para pendurar de qualquer jeito no meu armário e deixar caída para usar de fundo infinito, presa por alguns grampos e que em dado momento se soltou e por centímetros não bateu na cabeça do Vitor, caiu no meu ombro.

Pediram que eu ligasse um aquecedor no meu quarto para que as fotos deles nus pudessem ser tiradas sem que sentissem frio. Ligamos o tal aquecedor porém ficou quente demais no quarto. Eu pedi que agilizassem e que desligássemos o aquecedor, pois literalmente pingávamos de calor lá dentro, as janelas ficaram embaçadas e o ambiente é pequeno para tanta gente (4 crianças e 4 adultos). A sessão foi extremamente lenta. Entendo que tudo é feito no tempo do bebê, mas até os bebês já estavam irritados com aquele calor, eles não eram de chorar e naquele dia, foi bem estressante. Avisei que deviam estar com calor, mas de nada adiantou, seguiam dizendo que tinha que ser naquela temperatura senão sentiriam frio.

Poderíamos ter muito mais fotos, se não fosse a falta de tino do fotógrafo e assistente, uma vez que as fotos só eram tiradas quando estava tudo pronto, sendo que tiveram várias chances de fotos espontâneas desperdiçadas. Oras, se eu vou passar um dia inteiro em função de um ensaio pra receber míseras DOZE fotos! Além disso, temos 2 fotos do Heitor e umas 4 do Vitor, uma foto do Pedro sozinho e nenhuma do Lucca. É o mínimo, se dar conta não só da quantidade de fotos tiradas de cada criança como principalmente não tirar foto de uma delas.

Os bebês ficaram bem piores da congestão nasal após as fotos, devido a mudança brusca de temperatura do quarto pra sala.

Que fique claro, assim como deixei no título do post, essa foi a minha experiência. Não quero generalizar. Existem profissionais, métodos e experiências diferentes. Cada um tem uma opinião e a minha é que não vale a pena. Não gostei da experiência muito menos dos profissionais envolvidos.
O pior é receber essa quantidade ridícula de fotos, sabendo que tiveram mais chances de fotos lindas no dia, que até meu marido que não se liga muito nessas coisas, percebeu.

Então mamães, analisem bem os profissionais da área e só façam esse ensaio se realmente quiserem MUITO, caso contrário, não vale a pena.

As fotos ficaram bonitas, até porque os modelos ajudam (kkkk), mas não faria novamente.