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Vitor e Heitor: 3 Meses

É de praxe falar que o tempo está passando voando, mas está de verdade!! Não ando tendo tempo pra nada, nem pra vir escrever pro blog. Quando tenho um pouco mais de tempo, não tenho inspiração pra isso.

Nas ultimas semanas fiquei doente, meu marido também. Pensem então como estava a minha casa, os pais doentes e 4 filhos pra cuidar! Pelo menos fomos nós e não as crianças doentes.

No último dia 10, Vitor e Heitor completaram 3 meses. Acho que era uma das datas que eu mais queria que chegassem logo! Ao mesmo tempo que eu vejo as fotos deles antigas e já bate uma saudadezinha....

Fomos jantar com amigos no nosso restaurante preferido, o Lellis. Pedro e Lucca quiseram ficar na vó Inês pra jogar no computador (coisa que eles adoram fazer).
Nesse ultimo mês, começaram a interagir cada vez mais. Sorriem bastante, se escondem, brincam com as mãozinhas. O sono também começou a melhorar, descobrimos que a posição que eles gostam de dormir é de BRUÇOS.
Sabemos também que essa posição é perigosa e só os deixamos assim durante o dia. À noite é conosco que dormem. Mas aos poucos está melhorando bastante. Acordam 1x pra mamar e as vezes nenhuma.

Compramos um tapete fofinho porém firme, para eles ficarem "praticando" durante o dia na sala de casa. Da ultima vez que colocamos, Heitor dormiu lá. Coisa mais fofa!

Semana passada fomos na pediatra e estas são as medidas deles com 2 e 3 meses:

Heitor com 2 meses:
Peso: 5,065Kg
Altura: 57,5cm

ATUALIZADO COM 3 MESES:
Peso: 6,010Kg
Altura: 62cm

Vitor com 2 meses:
Peso: 4,510Kg
Altura: 57cm

ATUALIZADO COM 3 MESES:
Peso: 5,705Kg
Altura: 60,5cm

Algumas fotos:






Ensaio New Born - Minha experiência

Quando ficamos grávidas, logo nos encantamos com os ensaios fotográficos oferecidos nessa fase. Seja o ensaio gestante, família, new born, rotina, entre outros. Quem me conhece sabe o quanto eu adoro fotos, registro tudo desde sempre. Graças aos meus registros lembro de muita coisa. Já publiquei aqui no blog meus dois ensaios de gestante (um que uma amiga fotografou e o outro que a fotógrafa Ana Lemos fez), os ensaios mensais do Pedro e do Lucca com a Giselle Sauer, as fotos do aniversário de 1 ano, batizado, enfim...
De todos ensaios disponíveis o que eu sempre fui meio avessa a fazer era o newborn. Por vários motivos como considerar o bebê muito pequeno para aquela quantidade de poses e etc, quando são em estúdio acho pior ainda por ter que tirar a criança do seu ambiente para fotografar, a mãe ainda está em pós operatório, etc.

Quando eu ainda estava grávida, recebi um convite para fazer o tal ensaio newborn do Vitor e do Heitor. Logo que vi a publicação (foi num grupo do Facebook), não curti muito, mas conversando com a fotógrafa, avisei que antes de 10 dias de nascidos eu não faria nada, que teria que ser na minha casa e conforme a nossa disponibilidade. As minhas condições foram aceitas até então.

Chegado o dia, não fazia frio, estava uma temperatura agradável. A logística aqui em casa é grande. O combinado com a fotógrafa era que tiraríamos fotos de família também, nós seis, então tivemos que nos arrumar, arrumar o Pedro e o Lucca e deixar os bebês já mamados e dormindo (arrumamos os maiores pra que eles saíssem em DUAS fotos somente, raiva me define). Programei as mamadas certinhas pra que eles não se estressassem, acontece que a fotógrafa que era pra chegar às 14h chegou perto das 17h! Acabou atrasando por motivos dela, todos estamos sujeitos a imprevistos, o problema é quando temos 4 crianças prontas esperando por um compromisso, e dois adultos querendo fazer outras coisas e tendo que esperar por uma pessoa, a coisa complica.

Tudo certo, chegou, higienizou as mãos, colocou máscara já que os bebês estavam com nariz um pouquinho entupido.
O fundo da foto teria que ser branco segundo eles, porém na semana anterior eu já havia mandado fotos da minha casa para que vissem e se organizassem quando ao fundo a ser utilizado e sabiam que eu não tinha nenhum fundo branco. Tive que tirar a colcha que eu usava no berço dos meninos para pendurar de qualquer jeito no meu armário e deixar caída para usar de fundo infinito, presa por alguns grampos e que em dado momento se soltou e por centímetros não bateu na cabeça do Vitor, caiu no meu ombro.

Pediram que eu ligasse um aquecedor no meu quarto para que as fotos deles nus pudessem ser tiradas sem que sentissem frio. Ligamos o tal aquecedor porém ficou quente demais no quarto. Eu pedi que agilizassem e que desligássemos o aquecedor, pois literalmente pingávamos de calor lá dentro, as janelas ficaram embaçadas e o ambiente é pequeno para tanta gente (4 crianças e 4 adultos). A sessão foi extremamente lenta. Entendo que tudo é feito no tempo do bebê, mas até os bebês já estavam irritados com aquele calor, eles não eram de chorar e naquele dia, foi bem estressante. Avisei que deviam estar com calor, mas de nada adiantou, seguiam dizendo que tinha que ser naquela temperatura senão sentiriam frio.

Poderíamos ter muito mais fotos, se não fosse a falta de tino do fotógrafo e assistente, uma vez que as fotos só eram tiradas quando estava tudo pronto, sendo que tiveram várias chances de fotos espontâneas desperdiçadas. Oras, se eu vou passar um dia inteiro em função de um ensaio pra receber míseras DOZE fotos! Além disso, temos 2 fotos do Heitor e umas 4 do Vitor, uma foto do Pedro sozinho e nenhuma do Lucca. É o mínimo, se dar conta não só da quantidade de fotos tiradas de cada criança como principalmente não tirar foto de uma delas.

Os bebês ficaram bem piores da congestão nasal após as fotos, devido a mudança brusca de temperatura do quarto pra sala.

Que fique claro, assim como deixei no título do post, essa foi a minha experiência. Não quero generalizar. Existem profissionais, métodos e experiências diferentes. Cada um tem uma opinião e a minha é que não vale a pena. Não gostei da experiência muito menos dos profissionais envolvidos.
O pior é receber essa quantidade ridícula de fotos, sabendo que tiveram mais chances de fotos lindas no dia, que até meu marido que não se liga muito nessas coisas, percebeu.

Então mamães, analisem bem os profissionais da área e só façam esse ensaio se realmente quiserem MUITO, caso contrário, não vale a pena.

As fotos ficaram bonitas, até porque os modelos ajudam (kkkk), mas não faria novamente.

Bebê manhoso e agitado? É uma fase!

Confesso que apesar de os meus filhos mais velhos terem somente 5 anos, eu esqueci muita coisa que fiz com eles em algum momento específico da vida de bebê deles.
Na ultima segunda-feira, Vitor e Heitor estavam querendo somente colo, mamavam de hora em hora, se eu colocava nos berços ou carrinho era choro na certa. Eu já estava exausta, já que só dormiam e aquietavam comigo. 

Meus ombros não obedeciam mais... Até que fui pesquisar, já que eu sabia que aquilo não era normal. Meu marido e eu até brincamos que foi olho gordo já que todo mundo dizia que eles só dormiam, que não parecia que tinha bebê na minha casa.

O que aconteceu com eles? Pico de crescimento e salto de desenvolvimento. Nesta tabela coloquei a data de nascimento deles e o próprio excel calculou as possíveis datas dos meninos:



Entenda melhor com essa matéria:

Saltos de desenvolvimento
Saltos de desenvolvimento são aquisições de habilidades funcionais específicas que ocorrem em determinados períodos. O ritmo de desenvolvimento não é constante: há alguns períodos de desenvolvimento acelerado e outros onde há uma desaceleração.
Toda vez que seu bebê desenvolve uma nova habilidade, ele fica tão excitado e obcecado com a conquista que a quer praticar o tempo todo, inclusive durante o sono. Em outras palavras, um dos ‘efeitos colaterais’ desse trabalho todo que o cérebro dos bebês está fazendo é que eles não dormem tão bem quanto o fazem em períodos que não estão trabalhando em dominar uma nova habilidade. Eles podem até resistir às rotinas já estabelecidas.
No período que imediatamente antecede o chamado salto de desenvolvimento, o bebê repentinamente pode se sentir perdido no mundo, pois seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças. Então o mundo lhe parece estranho, e o resultado da ansiedade gerada é geralmente desejar voltar para sua base, ao que já lhe é conhecido, ou seja, a mamãe! Em vista disso, é comum ficarem mais carentes, precisando de mais colo, e com frequência há também alterações em seu apetite e sono.
Então, nessas fases, é preciso apenas ter um pouco de paciência e empatia com o bebê - depois do processo de aquisição da nova habilidade (como rir, engatinhar, sentar, interagir, andar) o bebê dá um salto no desenvolvimento e demonstra felicidade com o final da ‘crise’. Ou seja, por um lado, o bebê fica feliz com a nova habilidade e independência que vem junto, e já é capaz de se afastar um pouco da mamãe. Por outro lado, sente angústias e receios com essa nova situação. Isso lhe traz sentimentos dúbios: é como uma ‘dança louca’ entre separação e apego, onde o bebê irá flutuar entre os dois por um período.
A duração de cada salto é variável, mas geralmente depois de algumas semanas a fase difícil passa e tudo volta à normalidade. Bebês e crianças precisam de cuidados amorosos, empatia e novas experiências, e não de brinquedos caros. Fale com seu bebê, cante, brinque com ele, leia para ele. São atividades chave para o desenvolvimento do cérebro. Os saltos no desenvolvimento não cessam na infância, mas continuam até a adolescência.
Essas aquisições ocorrem em vários aspectos: desenvolvimento motor (aprender a usar grupos de músculos para sentar, andar, correr, ter equilíbrio corporal, mudar de posições e outros),desenvolvimento do controle motor fino (usar as mãos para comer, desenhar, se vestir, tocar um instrumento, escrever, e tantas outras coisas), linguagem (desenvolvimento da fala, uso de linguagem corporal e gestos, comunicação e entendimento do que outros dizem), desenvolvimento cognitivo [nos dois primeiros anos de acordo com Piaget ocorre o desenvolvimento sensório-motor, que inclui habilidades de pensamento como aprendizado, entendimentos, resolução de problemas, raciocínio e memória] e desenvolvimento social (interagir e se relacionar com familiares, amigos e professores, mostrar cooperação e empatia).
Certa variação entre crianças é esperada, mas uma cronologia observada experimentalmente dos períodos de saltos de desenvolvimento é a seguinte:
5 semanas (1 mês): a visão do bebê melhora, ele consegue ver padrões em branco e preto, passa a se interessar mais pelo ambiente que o rodeia e consegue seguir objetos brevemente com os olhos. Passa ficar acordado por períodos um pouco maiores (cerca de 1 hora ou pouco mais entre as sonecas). É também nessa época que bebê começa a chorar com lágrimas e sorrir pela primeira vez ou com mais frequência do que antes.
8 semanas (quase 2 meses): diferenças nos sons, cheiros e sabores ficam mais perceptíveis. Ele percebe que as mãos e os pés pertencem ao corpo e começa a tentar controlar estes membros. O bebê começa também a experimentar com sua voz. É também nessa fase que o bebê começa a mostrar um pouco de sua personalidade: é agora que os pais começam a reparar quais coisas, cores e sons o bebê gosta mais. Depois desse salto o bebê vai poder virar a cabeça na direção de algo interessante e emitir sons conscientemente. Todas essas novas experiências trazem insegurança ao bebê que provavelmente procura mais o conforto do peito da mãe. Isso pode deixar a mãe preocupada se produz leite materno suficiente, o que não procede, já que a produção se ajusta à demanda (ver abaixo também sobre picos de crescimento).
12 semanas (quase 3 meses): o bebê descobre mais nuances da vida: nessa idade o bebê já pode enxergar todo um cômodo da casa, vira-se quando ouve sons altos, e consegue juntar suas mãos. Vai observar e mexer no rosto e cabelo dos pais e vai perceber que pode gritar. Depois do salto o bebê praticamente não vai mais precisar de apoio para manter a cabeça erguida. Como nos outros saltos, os pais são o porto seguro do mundo do bebê e ele se apoia nisso. Ele pode começar a reagir de maneira diferente fora de casa ou no colo de um estranho. Ao mesmo tempo que o bebê tem uma grande curiosidade em reparar no mundo que o rodeia, ele também é muito sensível às novidades e por isso se sente mais confortável e seguro nos braços dos pais.
19 semanas (4 meses e meio): por volta da 14ª. até a 17ª. semanas o bebê pode parecer mais ‘impaciente’. Esse é um dos saltos mais longos: dura cerca de 4 semanas, podendo porém se estender por até 6 semanas. O bebê chora mais, apresenta mudanças extremas de temperamento e quer mais atenção e colo. Consegue alcançar e pegar um brinquedo, sacudi-lo e colocá-lo na boca, passá-lo de uma mão para outra. Pode ganhar o primeiro dente. Os sons que o bebê emite se tornam mais nítidos e complexos, consegue fazer alguns sons como ‘baba’, ‘dada’. Tudo cheira, soa e tem gosto diferente agora. Dorme menos. Estranha as pessoas e busca maior contato corporal quando está sendo amamentado. Depois desse salto o bebê vai poder virar de costas e de barriga para baixo, e vice-versa, se arrastar pra frente ou pra trás, olhar atentamente para imagens num livro; reagir ao ver seu reflexo no espelho e reconhecer seu próprio nome.
Esse é um dos saltos de desenvolvimento mais significativos e em que um maior número de mães costuma relatar alterações no sono. Provavelmente porque o padrão de sono parecia entrar num ritmo desde que o bebê nasceu, e essa alteração é vista como uma ‘regressão’, na qual o bebê tende a acordar bastante por algumas semanas enquanto está trabalhando no salto. E uma vez que esse salto está completo há somente 1 ou 2 semanas antes de começar a trabalhar no próximo (das 26 semanas), é um longo período de sono ruim e bebê irritado nesse estágio da vida.
26 semanas (6 meses): Já na 23ª semana o bebê parece se tornar mais ‘difícil’. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. O bebê já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos. Essa fase pode durar cerca de 4-5 semanas.
30 semanas (7 meses): o bebê tenta se jogar adiante para alcançar objetos, bate um objeto em outro. Pode começar a engatinhar, a falar algumas sílabas e entende melhor o conceito de permanência das coisas. Pode fazer sinal de tchau. Sente ansiedade com estranhos.
37 semanas (8 meses e meio): o bebê fica ‘temperamental’, tem mudanças frequentes em seu humor, de alegre para agressivo e vice-versa, ou de exageradamente amoroso para ataques de raiva em questão de momentos. Chora com mais frequência. Quer ter mais atividades e protesta se não as tem! Não quer que troquem sua fralda, chupa seus dedos. Protesta quando o contato corporal é interrompido. Dorme menos, tem menos apetite, movimenta-se menos e “fala” menos. Às vezes senta-se quieto e sonha acordado. O bebê agora começa a explorar as coisas de uma forma mais metódica. Passa a entender que as coisas podem ser classificadas, por exemplo, sabe o que é comida e o que é animal, seja ao vivo ou em um livro. Fala "mamá" e"papá" sem distinção de quem é a mãe ou o pai. Engatinha, aponta objetos, procura objetos escondidos, usa o polegar e dedo indicador para segurar objetos.
46 semanas (quase 11 meses): o bebê percebe que existe uma ordem nas coisas e atitudes, por exemplo, que se colocam sapatos nos pés e brinquedos nos armários. Ganha então uma consciência de suas próprias atitudes. Ao invés de separar objetos, passa a juntá-los. Depois desse salto o bebê vai poder apontar para algo ou pessoa a pedido seu, vai querer ‘falar’ no telefone e enfiar chaves nos buracos de chave, procurar algo que você escondeu, tentar tirar a própria roupa. Fala "mamá" e "papá" para a mãe ou pai corretamente. Levanta-se por alguns segundos, movimenta-se mais, entende o "não" e instruções simples.
55 semanas (quase 13 meses): geralmente a fase em que o bebê começa a andar - um salto no desenvolvimento bem significativo. Fala mais palavras do que "mama" e "papa". Rabisca com giz.
64 semanas (quase 15 meses): o bebê combina palavras e gestos para expressar o que precisa, come com as mãos, esvazia recipientes, coloca tampas nos recipientes apropriados, imita as pessoas, explora tudo que estiver à sua frente, inicia jogos, aponta partes do corpo quando perguntado, responde a algumas instruções (por exemplo, “me dá um beijo”), usa colher e garfo, empurra e puxa brinquedos enquanto anda, joga bola, anda de marcha a ré.
75 semanas (17 meses): o bebê usa cerca de 6 palavras regularmente, gosta de jogos de imitação, gosta de esconder brinquedos, alimenta uma boneca, joga bola, dança, separa brinquedos por cor, formato e tamanho. Olha livros sozinho e rabisca bem.
Picos de crescimento
Picos de crescimento são fenômenos que se referem ao crescimento do bebê em si, e não ao seu desenvolvimento. Nos períodos de picos os bebês começam a solicitar mais mamadas do que o usual, pois precisam de mais alimento para crescer nesse ritmo agora mais acelerado. Então o bebê que dormia longos períodos à noite pode começar a acordar mais e solicitar mais mamadas. Esta necessidade geralmente dura de poucos dias a uma semana, seguido de um retorno ao padrão menor de mamadas, mas agora com o organismo da mãe adaptado a produzir mais leite.
É muito importante respeitar a demanda aumentada de mamadas, pois somente com a livre demanda é que a produção de leite materno se ajusta perfeitamente às necessidades do bebê.
Nesses períodos a mãe pode interpretar incorretamente a maior demanda de mamadas do bebê - ela pode achar que seu leite não está sendo suficiente, ou que está ‘fraco’ e pensar que a solução para a situação é oferecer complemento de leite artificial. Porém, é um erro oferecer mamadeiras com leite artificial nesses períodos, pois isso prejudica o equilíbrio perfeito da natureza de produzir o leite conforme a demanda de mamadas. Em outras palavras, ao dar leite artificial perde-se um estímulo poderoso no peito, o organismo assim entende que não precisa daquela mamada, e passa a produzir menos e não mais como é necessário!
Períodos comuns dos picos de crescimento ocorrem por volta dos 7-10 dias, 2-3 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 4 meses, 6 meses e 9 meses e além. Os picos continuando acontecendo no decorrer do crescimento da criança, incluindo a adolescência, momento em que mudanças físicas e emocionais são mais notáveis.
Dra. Jeny Thomas, médica e consultora de amamentação, afiliada a Associação Americana de Pediatria e a Academia de Medicina da Amamentação reflete sobre acreditar na capacidade de amamentar o bebê:
"A maioria das mulheres não acredita que seu corpo que gerou esse lindo bebê seja capaz de amamentar o mesmo bebê. As pesquisas mostram que uso de complemento e desmame precoces estão aumentando. Por que não acreditamos no nosso corpo no pós-parto? Não sei. Mas ouço todos os dias que a mãe está complementando porque "meu leite não o satisfaz, não é suficiente." Claro que é. Bebês precisam mamar o tempo todo- e precisam estar contigo o tempo todo. Essa é sua satisfação máxima.
Um bebê mamando no peito de sua mãe está obtendo componentes para desenvolvimento de seu sistema imune, ativando seu timo, se aquecendo, se sentindo quentinho e confortável, seguro de predadores, tendo padrões de sono normais e ativando seu cérebro (ah, e inclusive) adquirindo alimento para esses processos. Eles não estão somente "famintos" – eles estão obedecendo seus instintos de sobrevivência." (Uol)
Isso aconteceu aqui em casa, eles mamam exclusivamente no peito e comecei a achar que eu não estava dando conta, apesar de ter muito leite. Comecei a dar leite artificial por conta disso, mas já parei, assim que percebi que se tratava somente do desenvolvimento natural deles.
É sempre bom observarmos nossos bebês, pra eles tudo que é mudança, por menor que seja pra gente, pra eles é enorme.
Espero ter ajudado!
Beijo,
Bru